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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Tempo para ler

Estamos em Julho e este não foi um bom ano para leituras. Falta de tempo, outras prioridades.
Ler é para mim um escape, uma companhia. Este ano, não tenho tido muitos momentos sozinha, sem ter nada para fazer e com tempo para me entregar à leitura. Mas li. 
Li alguns livros que me agradaram e dos quais vos vou agora falar. Passei por outros blogues e sites de leitura. Gosto de ter tempo para ler, de ter a cabeça ali, nas páginas do livro e a capacidade de me envolver na leitura sem me perder na história.

Este ano a minha lista ainda é muito curtinha, mas talvez o verão traga novos títulos, mais romances, novos autores. 
E planeio agora umas visitas à biblioteca (tenho estado mais pela Ludoteca e Bebeteca, onde o meu filho se perde no meio dos jogos e brincadeiras e onde eu me perco a olhar para ele, na sua beleza e inocência, na descoberta de um espaço bem agradável).


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

"A prisão do silêncio"

É maravilhosa a forma como consegue descrever temas tão fortes e ao mesmo tempo prender-nos a um livro que nos descreve histórias reais! Apenas mudam os nomes dos personagens por questões deontológicas.
Nos livros anteriores, ela era professora de alunos com deficiências quer mentais que físicas. Tinha uma turma com quem interagia diariamente, tentando criar laços que seriam fundamentais no decurso da evolução da criança. Neste livro, ela está numa clínica e é em contexto de consulta que cria a relação com as crianças. Desta vez, é com um jovem adolescente que Torey tem de trabalhar. Kevin é um jovem de 15 anos, que se "enjaula" a si mesmo entre as pernas da mesa e das cadeiras, escondendo-se assim dos seus próprios medos.
Ao contrário dos vários profissionais pelos quais as crianças passavam, Torey desenvolvia uma relação de amizade com elas e o mesmo tenta fazer com este jovem, trabalhando em cada consulta para que ele confie suficientemente nela.
Ao longo dos anos institucionalizado, o seu passado foi-se perdendo nos processos burocráticos e essa ausência de informação enfurece Torey, uma vez que vai dificultar o seu próprio trabalho.
Ao inicio, as suas sessões com Torey são frustrantes, até que ela começa a adoptar métodos quase ridículos para médicos especializados. Ela lia-lhe livros, cantava canções com ele, anedotas… Coisas normais… Que o fizeram falar com ela, mas para sua frustração, apenas com ela. Fora da sala de onde se realizam as sessões, ele volta a ser o mesmo miúdo, fechado em si mesmo.
Depois de algumas sessões, Kevin, começa a demonstrar várias facetas, algumas delas bastante violentas chegando mesmo a agredir Torey, e outras mais artísticas. Interessa-se por desenhar: e é para o papel que transmite as suas emoções mais profundas, o ódio pelo padrasto, desenhando com uma minuciosidade incrível. Mas, a parte assustadora, é que os seus desenhos mostram actos violentos demasiadamente detalhados. Qual o segredo que Kevin esconde?
Aos poucos, o jovem começa a falar de certas atitudes violentas por parte do padrasto. Fala-lhe da sua irmã mais nova, das suas aventuras com ela (cuja existência Torey chega a duvidar), e da sua morte, provocada pelo padrasto.
Paralelamente ao seu trabalho na clínica, Torey inscreve-se num programa de “Irmãs mais velhas”, ou seja, ser a irmã mais velha em “faz de conta” de crianças que precisam de ajuda, para a sua integração e na criação de valores. Torey fica então "irmã mais velha" de uma miúda de nariz empinado, que mente e inventa histórias para se tentar integrar e valorizar-se a si mesma: uma forma criativa de defesa criada pela menina.
A miúda começa a estar constantemente na sua casa, começa a fazer parte da sua vida. E ela, como “coração mole” que é, não consegue dizer que não. Vai ser interessante ver a evolução da sua relação com esta menina.

O que marca mais:

"Nenhum Deus faria um mundo onde houvesse tantas pessoas que não têm um único ser que as ame. Se o mundo tivesse sido feito segundo um plano, haveria pessoas suficientes para toda a gente ser amada."
"Mal do coração. É como um cancro invisivel. Está no nosso coração. Pode-se senti-lo. Come-nos por dentro. É o que se tem quando não se faz seja o que for para além de nascer. O coração nunca é utilizado. E por isso apanha-se o mal do coração e o coração degrada-se. Muitas vezes, antes de o resto do corpo se degradar. Só que isso não tem importância porque, uma vez morto o coração, também estamos mortos."
Um livro forte, com cenas simplesmente horriveis de violência.


Esta é a sinopse deste livro:
Quando a técnica de educação especial Torey Hayden aceitou ocupar-se do jovem Kevin de 15 anos, encontrou um miúdo a quem o mundo exterior causava pânico e que vivia fechado num mutismo voluntário No entanto aquela era apenas a parte visível de um abismo de sofrimento.

Em todas as instituições por onde passara, consideravam-no um caso perdido e a própria Hayden sentiu-o como um vencido e compreendeu que só por milagre conseguiria ultrapassar os muros que ele construíra à sua volta. Mas Hayden tem um coração maior que o mundo e sentia-se incapaz de desistir dele. Pouco a pouco foi descobrindo uma história chocante de violência e abandono e um terrível segredo que um indiferente processo burocrático tinha simplesmente esquecido.

Mais um grande livro, que merece uma reflexão profunda: vou de certeza voltar a ler esta autora, pois ainda me faltam ler alguns titulos desta coleção. Nota 4.

domingo, 14 de julho de 2013

"Uma criança em perigo"

Torey Hayden nasceu em 1951 em Livingston, Montana, nos Estados Unidos. Apesar de ter uma formação académica diversificada, dedicou grande parte da sua vida ao ensino especial e à escrita. Os seus livros, inspirados nas crianças e adultos que conheceu no decurso da sua actividade profissional, são bestsellers traduzidos para cerca de 30 línguas.
Depois de ler o primeiro título desta coleção, não consegui ficar por ali e peguei logo neste outro livro.

Torey Hayden ficou conhecida quando contou a sua história em A Criança Que Não Queria Falar, ao revelar ao mundo o seu trabalho de pedagoga com crianças problemáticas, muitas delas vítimas de abusos físicos e psicológicos. A sua capacidade para exorcizar fantasmas do passado e transformar pesadelos em sonhos é posta à prova perante novos casos de crianças que são deixadas ao seu cuidado. A realidade é que esta professora americana consegue operar milagres, desbloqueando experiências traumáticas, profundamente enraizadas e substituí-las por sentimentos de esperança, amor e confiança.

Neste livro, encontramos uma menina de oito anos que não reage a qualquer estímulo: nunca fala, ri ou chora. Passa o dia aprisionada no seu mundo de sombras, enredada na sua própria teia de problemas. E apesar de toda a preparação anterior da professora nada a fazia antever a terrível revelação que finalmente lhe chegaria. Um livro duro, sério, perturbador.

Nota 5.

"A criança que não queria falar"

O ritmo a que acabo de ler um livro não se compadece com o ritmo a que venho postar sobre esse mesmo livro. Das minhas visitas à biblioteca descobri uma escritora que me agradou particularmente: Torey Hayden.
Torey escreve sobre a sua própria experiência como professora, em particular sobre a sua experiência com as crianças "especiais", que na altura em que esta brilhante mulher começa a trabalhar, eram excluidas em classes onde se juntam várias crianças com disturbios. Em 1980, altura em que o livro foi publicado, a educação seguia de fato outros caminhos que não os que conhecemos agora, mas esta mulher mostra quie estava muito adiante no seu tempo e luta afincadamente pelos direitos destas crianças.

Este seu livro fala-nos da história de Sheila, uma criança de seis anos insociável, violenta, perdida num mundo de raiva e sofrimento. Sheila é condenada a internamento num hospital psiquiátrico por um ato bárbaro que quase tirou a vida de um menino.

Esta é a história verídica e comovente da relação entre uma professora que ensina crianças com dificuldades mentais e emocionais e a sua aluna, Sheila, de seis anos, abandonada por uma mãe adolescente e que até então apenas conheceu um mundo onde foi severamente maltratada e abusada. Relatada pela própria professora, Torey Hayden, é uma história inspiradora, que nos mostra que só uma fé inabalável e um amor sem condições são capazes de chegar ao coração de uma criança aparentemente inacessível. Considerada uma ameaça que nenhum pai nem nenhum professor querem por perto de outras crianças, Sheila dá entrada na sala de Torey, onde ficam as crianças que não se integram noutro lugar. É o princípio de uma relação que irá gerar fortes laços de afecto entre ambas, e o início de uma batalha duramente travada para esta criança desabrochar para uma vida nova de descobertas e alegria.

Nota 5.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

"Romance em Amesterdão"

Um romance de Tiago Rebelo.

Ela vai atrás de uma história de amor que lê num livro, casualmente vai descobrir que as coincidências existem e encontra o autor desse mesmo livro. Mas a sua história em Lisboa estava longe de estar terminada. A sua ida a Amesterdão serviria apenas para pôr a cabeça em ordem, mas não foi isso que na verdade aconteceu.

Quando, subitamente, numa azafamada manhã, numa estação de metro, se voltaram a encontrar. Quinze anos passados, que podiam ter feito ambos esquecer esta paixão. Quando tudo parecia ter sido diluído no tempo, eis que o passado volta a ser vivido no presente. Ele, seguiu o conselho dela, começou a acreditar mais em si e no seu trabalho. Ela criou a sua família, tem uma filha adolescente e um marido trabalhador, mas não se sente feliz. Apesar de negar veementemente essa sua vontade, acaba por ceder aos seus desejos e cai nos braços do seu amor de juventude.

Um livro que nos fala de escolhas, de situações que vão surgindo e das quais as personagens têm de se desenvencilhar escolhendo um dos caminhos. No entanto, o livro torna-se mais fraco pela falta de surpresa, as tentativas de suspense não passam disso e deixaram-me desiludida. Gostei mais do outro romance do mesmo autor "Encontro em Jerusalém".

Para este, nota 3.

"Falsa Identidade"

Um livro de Lisa Scottoline que fui buscar à biblioteca do Seixal no início do mês e que me levou poucos dias a devorar.

O romance fala-nos de uma jovem advogada que se vê confrontada com uma nova cliente, detida no corredor da morte à espera de um julgamento que por si só já parece concluído ainda antes das alegações finais: a arguida está acusada de ter assassinado o seu companheiro, um agente da polícia, envolvido em esquemas duvidosos. Mas ao chegar perto da detida, parece estar a ver-se no espelho: basta um olhar maios atento para começar a encontrar semelhanças entre as duas. E mais: ela tem provas de que é sua irmã gémea.

Um policial intrigante e dramático. Para quem já conhece esta autora, volta a reencontrar Bennie Rosato, a directora de uma firma de advogados que investiga um crime em que a acusada - Alice Connoly - é sua cliente. Suspeita de ter assassinado um detective da polícia diz-se sua irmã gémea, sendo em tudo igual a ela. Estará Bennie a sonhar? Foi criada apenas pela sua mãe e agora a sua cliente fala-lhe do pai de ambas, há muito desaparecido. O perigo e o suspense fazem também parte deste alucinante enredo.

Nota 4. Gostei bastante e quero voltar a esta autora.

sábado, 30 de março de 2013

"Jerusalém"

Fui à biblioteca na semana passada e escolhi "Jerusalém" por nenhum motivo em especial. Porque me calhou passar a mão pelo livro e me chamou a atenção a lombada negra. Porque agarrei e vi que tinha recebido um prémio de José Saramago em 2005 e o Prémio Ler/Millenium BCP. Da coleção "O reino" da editora Caminho, "Jerusalém" é um dos "livros negros" de Gonçalo M. Tavares.

Em cada capítulo, Gonçalo Tavares vai-nos apresentando as personagens e pela ordem em que vai contando cada episódio se vai entrelaçando a teia e ficamos a perceber o que aconteceu naquela noite/madrugada e o porquê daqueles acontecimentos. "Ernst e Mylia", "Theodor", "Hanna, Theodor, Mylia".
Mylia tem esquizofrenia. Tem um filho. Theodor é marido de Mylia. É médico. Não é o pai do filho de Mylia. Mylia não está com o filho... já vos parece interessar a história? Os "loucos" que estão com Mylia no Hospital psiquiátrico, são muitos, com um curto papel, mas com a sua importância na trama.

Gostei da história, que é de leitura rápida, mas deveras interessante. Gonçalo tem uma forma de escrever umas vezes subtil, outras extremamente direta, como se ler nos pusesse na frente dos acontecimentos, naquele lugar que nos custa a perceber qual é - e que também não importa, é a descrição dos acontecimentos que tem relevância e não a sua posição geográfica - nem o tempo em que ocorreram.

Nota 4, na minha modesta opinião. E começo já com o próximo.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Atividades para os mais novos

A 23 de abril comemora-se o Dia Mundial do Livro e, por isso, o Ecomuseu Municipal do Seixal convida os mais pequenos para participar, nos dias 17 e 19 de abril, no ateliê Uma história, um livro… um dia divertido!


O ateliê decorre no Núcleo da Mundet e no Moinho de Maré de Corroios e desafia as crianças dos jardins de infância, das escolas dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e outros grupos organizados a criar o seu próprio livro, partindo de duas histórias ilustradas concebidas pelo Serviço Educativo: O Ratinho de Cortiça e Um Perna-Longa no Moinho.

O Ratinho de Cortiça fala de um ratinho mágico e outras personagens que andam à solta na antiga fábrica Mundet, ajudando os participantes a descobrir a cortiça.

Na história de Um Perna-Longa no Moinho, D. Nuno Álvares Pereira, um perna-longa, um moleiro e a sua neta dão a conhecer o Moinho de Maré de Corroios.

As inscrições estão abertas através do telefone 210 976 112 (às segundas-feiras).

domingo, 3 de março de 2013

"O profeta do castigo divino"

      Este livro fala-nos da história de Gabriel Malagrida e de Portugal nos anos que antecederam o terramoto de Lisboa de 1755. Falam-nos da Igreja Católica no século XVIII e da obscuridade em que se vivia. É um livro que trata da história de Portugal vista de uma outra perspetiva.

Gabriel Malagrida é um jesuíta, natural de Itália. Obsessivo por natureza, teima em evangelizar os que no "novo mundo descoberto viviam em supostas trevas". Depois de muito se instruir, embarca para o Brasil e para o Maranhão. Em Belém do Pará, encontra uma terra nada dada a atos religiosos. Lá encontra a sua vocação: evangelizar e colonizar os índios, - com atos nem sempre "memoráveis"-, para depois ao voltar a Portugal, Lisboa o receber como autor de vários milagres (uns façanhas e embustes, outros apenas coincidências, que num século de tão parca instrução eram atribuídas a atos divinos).

O padre Malagrida é de certa forma descrito por Pedro Almeida Vieira como um misto de iluminado, de escolhido de Deus, militante eclesiástico, visionário, profeta do mal, socialmente excêntrico face aos próprios companheiros jesuítas, missionário obstinado, tão fanaticamente crente na missão divina da sua vida que não hesita em usar estratagemas ardilosos (como o das bolas de cera no mar) para exaltação de uma maior santidade pessoal e divina. Acresce um lado milagreiro, que espanta o próprio Diabo.

Malagrida veio a ser condenado como herege no âmbito do Processo dos Távora.

Ver também:
http://olharoslivros.blogspot.pt/2009/02/o-profecta-do-castigo-divino-pedro.html


O livro foi para mim interessante pela sua contextualização histórica mas a história é um pouco maçuda e muito descritiva pelo que clasifico com nota 2. Foi difícil chegar ao fim, pela densidade da história e da narrativa, embora o tema fosse até interessante e o livro esteja muito bem escrito e com uma grande pesquisa histórica.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

"Nome de código: Leoparda"

Do aclamado mestre da ficção e do suspense: Ken Follett. A história passa-se em plena guerra mundial. Em Maio de 1944, duas semanas ante do dia D, a Resistência Francesa empreendeu um ataque falhado a um castelo que albergava ma central telefónica alemã. Felicity Clairet é uma jovem agente britânica que vai levar a cabo um plano fora do normal: conduzir um grupo de mulheres até França e destruirem a central telefónica.

Precisei de fazer uma pausa do livro de Dostoievski e fui à biblioteca buscar mais três livros. Não resisti a começar logo a ler este na sexta-feira da semana passada.

Uma hitória de suspense do primeiro ao último momento, com um enredo avassalador e supreendente. Nota 5 para este Romance, tão tão bom.

sábado, 29 de setembro de 2012

"Humilhados e Ofendidos"

Esta semana, depois de acabar o meu último livro, comecei a tentar ler um clássico da literatura - da mesma coleção de Naná que antes aqui falei - mas o ritmo de leitura deste tipo de livros exige muito mais concentração e disponibilidade da minha parte.

Fédor Dostoievski é um escritor russo do século Xix. Rnuncia à carreira de oficial para se dedicar à literatura. A sua vida é recheada de infortúnios. Deportado para a Sibéria com 23 anos, casa-se aos 36 com uma viúva que o maltrata. Em 1864 ela morre e ele fica cheio de dívidas por liquidar. Três anos depois volta a casar-se com uma jovem estudante de 20 anos.

Escreveu entre outros: "Pobre gente" (1848); e "O jogador" (1866).
"Humilhados e Ofendidos" foi escrito em 1861, período em que ainda estava casado com a sua primeira mulher. Poucas páginas passadas ainda, mas já se tornou certo que é uma história de amor e de honra. Um livro maçudo para já e do qual tive de fazer uma pausa para digerir os primeiros capítulos lidos.

Entretanto fui à biblioteca e trouxe três títulos que vou entretanto apresentar aqui ainda nos próximos dias.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

"As raparigas do Rosário"

Depois de umas semanas de pausa, comecei esta semana a ler "As raparigas do rosário", de Richard Montanari, Editorial Presença - minutos contados.

"Na cidade de Filadélfia não há memória de uma série de crimes tão violentos e brutais como os que os detetives Kevin Byrne e Jessica Balzano têm em mãos. O alvo são as raparigas de colégios católicos, que aparecem mortas em circunstâncias simbólicas evidenciando sinais de tortura e mutilação: as suas mãos são aparafusadas em oração eterna segurando um rosário a que falte um número diferente de contas em cada crime."

É uma narrativa que me parece deveras aliciante e envolvente pertencente a uma série de títulos com o mesmo género literário. Um thriller moderno que me cativou logo pelo comentário de James Ellroy, na capa do mesmo: "Os leitores deste magnífico livro estão nas mãos de um metre do thriller moderno. Prepare-se para ficar a lê-lo pela noite fora". Se já o tinha na mão, tinha de o trazer da biblioteca.

domingo, 12 de agosto de 2012

"A árvore do Ouro"

Gabrielle é uma noiva a caminho do altar. Tranquila. Bela. Acena aos tecelões que trabalham para a Maison Roche agradecendo-hes. A seda estava-lhe no sangue, tal como no deles. O caminho acelerado para o altar é interrompido por um acidente. E nem nesse dia a rixa entre duas famílias rivais dá tréguas. O incidente marca muito mais e torna-se no início de um amor muito especial.

Órfã de mãe à nascença, é nela que o pai espelha a revolta pela morte da mulher e é transformando esse sentimento em força que ela vai lutar desde muito nova para singrar na vida, lutando ao lado de homens numa arte e numa profissão vedada às mulheres.
Mas os tempos não são fáceis. Estamos em 1804.
Uma história de amor e de guerra. Relata a luta das tropas de Bonapart nos campos de batalha, os seus avanços e recuos, as perdas e as conquistas. Conta-nos sobre sentimentos tão nobres como sejam a determinação, o respeito e a perseverança.

Um livro lindo. Tal como as árvores nele descritas. Nota 4.

sábado, 11 de agosto de 2012

"Risco calculado"

Depois de "Anjo da morte" surge na minha lista este livro do mesmo autor.
Em Agosto, temos a biblioteca do Seixal encerrada e foi numa ida rápida em busca de uns livros para este mês que encontrei estes dois títulos de um autor que gosto bastante. E tendo bastante tempo disponível para o fazer, li-o também num ápice. Pena não ter tido tempo para escolher outros.

Este livro fala de um fungo descoberto por acaso numa propriedade de Salem.
Salem é famosa pela caça que ali foi feita a mulheres consideradas bruxas e que, eram perseguidas e mortas. Em pleno século XVII, mais propriamente 1692, uma mulher de nome Elizabeth é condenada à morte por bruxaria e por a acusarem de ter feito um pacto com o diabo. Mas afinal que provas havia desses factos? E que provas e registos terão chegado aos nossos dias? Ronald Stewart era o seu marido e chegara à cidade já a mulher estava presa e prestes a enfrentar a morte. Sem conseguir salvá-la conseguiu porém as provas que conduziram à sua condenação.

Kimberley é descendente de Elizabeth e, ao tentar recuperar a propriedade da família apercebe-se das semelhanças com a sua antepassada e fica curiosa sobre a sua vida. Mas cruza-se com um projeto e com pessoas que têm outras intenções e, a busca de um medicamento poderá levar a uma catástrofe. Um livro sobre sentimentos, sobre relações, mas sobretudo sobre a ganância e, mais uma vez, sobre a ética e sobre limites.

Nota 5 para este escritor e para este livro em particular.

terça-feira, 31 de julho de 2012

"O arco-íris"

Nestes últimos dias acabei de ler a "Equação Himmler" e , logo num ápice li "O arco-íris".

O primeiro achei um livro bastante interessante pelo seu caráter histórico, onde podemos observar vários fatos reais, enquanto nos deixamos envolve num romance intenso em que as palavras por si só chegam para nos colocar na ação e sentir um arrepio pela espinha.
 ”- São, sem a menor dúvida, rampas de lançamentos destinadas a guiar um determinado projéctil numa trajectória ascendente a um ângulo de trinta e cinco graus.”


Quanto a "O arco-íris" é romance de Lillian Beckwith. Como vinha no mesmo volume dos livros condensados, peguei só para ler enquanto não ia à biblioteca. Pareceu-me uma história curtinha e leve, por isso ideal para terminar este mês. Mas não se mede um bom romance pelo número de páginas e a verdade, é que a meio ja fazia força para não chorar. É uma história de amor em que uma família adota um rapazinho de oito anos, franzino, para viver com eles. Mas apesar do seu aspeto, ele mostra uma personalidade mais forte do que a sua aparência, principalmente, quando o pior acontece. O amor de pai afinal pode crescer com a convivência entre um homem e um rapazinho, ou não pode?
Este foi daqueles livros que li em dois dias. Quando acabou fiquei a desfolhá-lo e a pensar na história em si. Ao ler, não reefleti em tudo o que ali estava envolvido, mas depois comecei a pensar quão ténue é a linha da nossa vida e como os momentos mais felizes podem acabar depressa. E compreendi que, mais uma vez, ali nas entrelinhas está uma mensagem tão sábia: os momentos bons são para aproveitar ao máximo e a nossa vida, as coisas boas da nossa vida, são para partilhar. É nesses momentos bons que deixamos a nosa marca e são esses momentos que os outros recordarão de nós quando nos formos embora. Adorei o romance.





sexta-feira, 27 de julho de 2012

Análise de "Mulheres de branco"

Foi para mim uma novidade este autor. Não conhecia de todo o seu trabalho e, afinal, é tão vasto e de referida qualidade no mundo literário. Em "Mulheres de branco", 1978, somos confrontados, entre outras coisas com o dever ético e moral dos médicos, de salvar uma vida apesar de tudo o que isso possa importar. Mas quando a morte começa a ser considerada uma opção, um desejo final do próprio doente, até onde pode ir a medicina? E o que poderá fazer uma filha, quando está ela também sob o juramento de Hipócrates?
Um livro atual que fala de dúvidas, de certezas e que, simultânemanet, nos leva pela mão de brilhantes cirurgiões, descrevendo técnicas com uma destreza tal que quase nos sentimos nós com o bisturi na ponta dos dedos. Gostei bastante do livro e fiquei com vontade de ler mais deste autor. Por enquanto tenho de aguardar, pois atrasei-me a levar os livros de volta à biblioteca e ainda não pude requisitar mais nenhum entretanto.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

De férias...

... mas a fazer uma etapa de 36 horas no quartel. O que entra outras coisas também dá para ler.

Terminei "Toxina" de Robin Cook. Adorei e fiquei com vontade de ler mais um bocadinho.
Entretanto comecei a ler "Uivo de liberdade" (dos livros condensados).
Mas não resisti e ontem passei na biblioteca. Trouxe mais dois livros: um de Robin Cook e outro de Rita Ferro. Dois autores distintos, opostos, na língua, nas origens e na sua forma de escrever, que me agradam de maneiras totalmente diferentes.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Eu...

...ando (quase) desaparecida. Estive aqui: http://workshop-bmseixal.blogspot.pt/

Leio "Toxina" de Robin Cook.
Estou a pensar ler "Volta ao mundo em oitenta dias" de Júlio Verne.
Fui com o meu filho à atividade "Lengalengas" da Bebeca do seixal, com a Educadora Carmo.
Estou quase a entrar de férias.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

"Só mais uma"

"Só Mais Uma!"

A Mamã Coelho lê ao Pequeno Coelho as suas histórias preferidas ao deitar. Mas ele quer sempre mais uma. Depois vem o Pai, o Avô e a Avó, mas ele quer sempre mais histórias, em vez de dormir. É então que uma noite tem uma grande ideia. Ele iria fazer ele próprio uma história muito, muito grande, quase sem fim. Seria a maior e a melhor história do mundo inteiro!
Retrata muito bem o saudável ritual das histórias ao deitar e é uma ótima opção para os pais escolherem para ler aos mais pequenos. Uma descoberta a cada página.

Inclui um livro para colorir com a história que o Pequeno Coelho fez. Uma história dentro da história!



sexta-feira, 13 de abril de 2012

Feira do livro vem à Amora.

O livro em festa!
De 13 a 29 de Abril, no Jardim do Fogueteiro, Amora. A abertura tem lugar hoje pelas 21 horas com a atuação dos Toca a Rufar. Estarão presentes Alfredo Monteiro e um representante da editora Página a Página - divulgação do livro e da leitura.