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domingo, 15 de abril de 2012

Na feira do livro com o bebé

Ontem passamos pela Feira do livro (Livro em Festa) na freguesia da Amora. É um certame até pequenino comparado com outros que conheço, mas deu para descobrir algumas pechinchas, principalmente em livros infantis. O Martim ficou encantado com tantos livros e queria tirá-los a todas de cima das bancadas. Fazia aquele seu ar de espanto e ia tirando os livros uma um e pondo-os no chão (e nós atrás dele a tentar evitar que estragasse algum e a devolvê-los à bancada).
Compramos um livro com pop-ups para o Martim por apenas 1,5€. Nada mau se pensarmos que aqueles pedacinhos de cartão fino não devem durar muito tempo agarrados às páginas.
Apesar do frio e do vento que se fazem sentir, nestes próximos dias teremos na Amora diversas atividades englobadas na feira do Livro.
Dia 17 de Abril - encontro com o escritor Pedro Teixeira Neves.
Autor de poemas publicados no DN Jovem e jornalista desde 1994. Em 1998, passa para os quadros da extinta revista Arte Ibérica, chegando a chefe de redação. Funda e dirige de 2001 a 2008 a revista Magazine Artes, assinando a crítica literária.
Obras publicadas: Uma visita a Bosch (2002), Chisasco (poesia), Histórias tais, animais e outras mais (infantil), Amor de Perdição (juvenil, adaptado da obra de Camilo Castelo Branco), entre outros. Ganhou ainda um prémio de fotografia (outra grande paixão) Retratar um livro, atribuído pela Fundação José Saramago.
Dia 24 de Abril - encontro com a escritora Luísa Ducla Soares.
Nome conhecido da literatura infanto-juvenil, com inúmeras obras editadas e incluidas no Plano Nacional de Leitura. Licenciou-se em Filologia Germânica e trabalhou como tradutora, consultora literária e jornalista. Foi adjunta do Gabinete do Ministro da Educação de 1976 a 1978.
Escreveu: O Soldado João, O ratinho marinheiro, Se os bichos se vestissem como gente, O maluquinho da bola, entre outros.

Pena, pena, é não poder lá ir e comprar uns livrinhos... apetecia-me tanto!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Poesia - A bailarina

Adoro estas pequenas poesias, tão melodiosas e simples, mas tão lindas. Para trabalhar com crianças desde tenra idade, pelo vocabulário simples e harmonioso.


A BAILARINA


Esta menina

tão pequenina

quer ser bailarina.



Não conhece nem dó nem ré

mas sabe ficar na ponta do pé.



Não conhece nem mi nem fá

mas inclina o corpo para cá e para lá.



Não conhece nem lá nem si,

mas fecha os olhos e sorri.



Roda, roda, roda com os bracinhos no ar

e não fica tonta nem sai do lugar.



Põe no cabelo uma estrela e um véu

e diz que caiu do céu.



Esta menina

tão pequenina

quer ser bailarina.



Mas depois esquece todas as danças,

e também quer dormir como as outras crianças.


(Cecília Meireles)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Poesia para Crianças e livros para adultos

Mais uma vez, cabem aqui dois tipos de leituras! Porque ler é importante desde cedo e a diversidade torna o prazer de saber ler (ou ouvir ler) tão rico, aqui ficam duas sugestões. Primeiro para os mais novos, poesia.

A poesia, tal como outros géneros literários, é muito importante no desenvolvimento e aquisição línguística de cada criança. Pequenos poemas, simples com versos curtos e que se podem explorar após a sua leitura em diversos aspectos, tais como o tema, des-construção do poema, percepção dos diferentes significados, treino da leitura.. entre diversas actividades que, além de educativos, poderão também ser divertidos.

Como estes:

A BORBOLETA E A CHUVA


Voa, voa borboleta.
A chuva vem no caminho.
Corre aqui pro meu cabelo
que mamãe chama de ninho.
Vem se esconder borboleta,
eu conheço um bom lugar.
Aqui nesse meu cachinho
a chuva não vai te achar.
Pra onde vais, quando chove?
Por que que nunca te vejo
quando toda chuva cai,
se saber é meu desejo?
Um trovão manda o aviso
e a nuvem cinza abre o véu
e eu te peço borboleta,
não fuja lá para o céu...

Origem: Brasil, autor desconhecido
http://ticeeb.wetpaint.com/page/Poemas+para+crian%C3%A7as


Os gostos de Briolanja


A princesa Briolanja
gostava muito de canja

e de sumo de laranja.
No dia do casamento,
num estremecimento,
em vez de um palácio
pediu uma granja,
para nunca sentir falta
de sumo de laranja
nem do caldinho de canja,
coisa que na Corte
nem sempre se arranja.

Origem: Portugal
José Jorge Letria, Mão-Cheia de Rimas para Primos e Primas, Terramar, Lisboa, 1998.


E agora, para os mais velhos, partilho aqui o livro que me está a fazer "perder" algumas horas, desde meados de Julho... e que ainda não terminei:

"O físico", de Noah Gordon.

Um livro que nos fala dos primórdios da medicina e da cirurgia, quando os barbeiros estraiam dentes e tratavam cortes e feridas, com a sabedoria de quem sabe manejar facas e lâminas afiadas. Um homem que quer ir mais além do que lhe estava destinado e que com a sua persistência vai abrir caminho para a medicina actual poder vingar.

domingo, 11 de julho de 2010

Ao sabor do Verão...

... Frutos, de Eugénio de Andrade:


Pêssegos, pêras, laranjas,
morangos, cerejas, figos,
maçãs, melão, melancia,
ó música de meus sentidos,
pura delícia da língua;
deixai-me agora falar do fruto que me fascina,
pelo sabor, pela cor,
pelo aroma das sílabas: tangerina, tangerina.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Provérbios

Os Provérbios são conhecidos também por ditados ou máximas - são conselhos e ensinamentos ditos de forma simples e reduzida e baseados numa longa experiência. Eles são a verdadeira voz do povo e dos seus conhecimentos. Os mais velhos costumam usá-los bastante no seu dia-a-dia e com eles aprendemos muitas coisas.

Ficaram célebres os 3000 provérbios de Salomão, Rei de Israel. Mas muitos dos provérbios hoje conhecidos não se sabe quem são os seus autores. Passaram de gerações em gerações e atravessaram fronteiras. Muitos deles, para melhor se fixarem, são em rima.


Tradicionais:

"A boda e a baptizado não vás sem ser convidado."

"A cadela, com pressa, pariu os cachorros cegos."

"A campo fraco, Lavrador forte."

"A casamento e baptizado, não vás sem ser convidado."

"A cavalo dado não se olha o dente."

"A chuva e o frio, metem a Lebre a caminho."

"A conselho amigo, não feches o postigo."

"A justiça tarda mas não falha."
"A Laranja, de manhã é Ouro, de tarde é Prata, e à noite mata."

"Pagar e morrer, é a última coisa a fazer."
"Panela velha faz boa sopa."
"Para baixo todos os Santos ajudam."
"Para bom entendedor, meia palavra basta."

"Para dar e para ter, muito rico é preciso ser."

"Para ensinar, é preciso aprender."

"Para grandes males, grandes remédios."