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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

"A prisão do silêncio"

É maravilhosa a forma como consegue descrever temas tão fortes e ao mesmo tempo prender-nos a um livro que nos descreve histórias reais! Apenas mudam os nomes dos personagens por questões deontológicas.
Nos livros anteriores, ela era professora de alunos com deficiências quer mentais que físicas. Tinha uma turma com quem interagia diariamente, tentando criar laços que seriam fundamentais no decurso da evolução da criança. Neste livro, ela está numa clínica e é em contexto de consulta que cria a relação com as crianças. Desta vez, é com um jovem adolescente que Torey tem de trabalhar. Kevin é um jovem de 15 anos, que se "enjaula" a si mesmo entre as pernas da mesa e das cadeiras, escondendo-se assim dos seus próprios medos.
Ao contrário dos vários profissionais pelos quais as crianças passavam, Torey desenvolvia uma relação de amizade com elas e o mesmo tenta fazer com este jovem, trabalhando em cada consulta para que ele confie suficientemente nela.
Ao longo dos anos institucionalizado, o seu passado foi-se perdendo nos processos burocráticos e essa ausência de informação enfurece Torey, uma vez que vai dificultar o seu próprio trabalho.
Ao inicio, as suas sessões com Torey são frustrantes, até que ela começa a adoptar métodos quase ridículos para médicos especializados. Ela lia-lhe livros, cantava canções com ele, anedotas… Coisas normais… Que o fizeram falar com ela, mas para sua frustração, apenas com ela. Fora da sala de onde se realizam as sessões, ele volta a ser o mesmo miúdo, fechado em si mesmo.
Depois de algumas sessões, Kevin, começa a demonstrar várias facetas, algumas delas bastante violentas chegando mesmo a agredir Torey, e outras mais artísticas. Interessa-se por desenhar: e é para o papel que transmite as suas emoções mais profundas, o ódio pelo padrasto, desenhando com uma minuciosidade incrível. Mas, a parte assustadora, é que os seus desenhos mostram actos violentos demasiadamente detalhados. Qual o segredo que Kevin esconde?
Aos poucos, o jovem começa a falar de certas atitudes violentas por parte do padrasto. Fala-lhe da sua irmã mais nova, das suas aventuras com ela (cuja existência Torey chega a duvidar), e da sua morte, provocada pelo padrasto.
Paralelamente ao seu trabalho na clínica, Torey inscreve-se num programa de “Irmãs mais velhas”, ou seja, ser a irmã mais velha em “faz de conta” de crianças que precisam de ajuda, para a sua integração e na criação de valores. Torey fica então "irmã mais velha" de uma miúda de nariz empinado, que mente e inventa histórias para se tentar integrar e valorizar-se a si mesma: uma forma criativa de defesa criada pela menina.
A miúda começa a estar constantemente na sua casa, começa a fazer parte da sua vida. E ela, como “coração mole” que é, não consegue dizer que não. Vai ser interessante ver a evolução da sua relação com esta menina.

O que marca mais:

"Nenhum Deus faria um mundo onde houvesse tantas pessoas que não têm um único ser que as ame. Se o mundo tivesse sido feito segundo um plano, haveria pessoas suficientes para toda a gente ser amada."
"Mal do coração. É como um cancro invisivel. Está no nosso coração. Pode-se senti-lo. Come-nos por dentro. É o que se tem quando não se faz seja o que for para além de nascer. O coração nunca é utilizado. E por isso apanha-se o mal do coração e o coração degrada-se. Muitas vezes, antes de o resto do corpo se degradar. Só que isso não tem importância porque, uma vez morto o coração, também estamos mortos."
Um livro forte, com cenas simplesmente horriveis de violência.


Esta é a sinopse deste livro:
Quando a técnica de educação especial Torey Hayden aceitou ocupar-se do jovem Kevin de 15 anos, encontrou um miúdo a quem o mundo exterior causava pânico e que vivia fechado num mutismo voluntário No entanto aquela era apenas a parte visível de um abismo de sofrimento.

Em todas as instituições por onde passara, consideravam-no um caso perdido e a própria Hayden sentiu-o como um vencido e compreendeu que só por milagre conseguiria ultrapassar os muros que ele construíra à sua volta. Mas Hayden tem um coração maior que o mundo e sentia-se incapaz de desistir dele. Pouco a pouco foi descobrindo uma história chocante de violência e abandono e um terrível segredo que um indiferente processo burocrático tinha simplesmente esquecido.

Mais um grande livro, que merece uma reflexão profunda: vou de certeza voltar a ler esta autora, pois ainda me faltam ler alguns titulos desta coleção. Nota 4.

domingo, 14 de julho de 2013

"Uma criança em perigo"

Torey Hayden nasceu em 1951 em Livingston, Montana, nos Estados Unidos. Apesar de ter uma formação académica diversificada, dedicou grande parte da sua vida ao ensino especial e à escrita. Os seus livros, inspirados nas crianças e adultos que conheceu no decurso da sua actividade profissional, são bestsellers traduzidos para cerca de 30 línguas.
Depois de ler o primeiro título desta coleção, não consegui ficar por ali e peguei logo neste outro livro.

Torey Hayden ficou conhecida quando contou a sua história em A Criança Que Não Queria Falar, ao revelar ao mundo o seu trabalho de pedagoga com crianças problemáticas, muitas delas vítimas de abusos físicos e psicológicos. A sua capacidade para exorcizar fantasmas do passado e transformar pesadelos em sonhos é posta à prova perante novos casos de crianças que são deixadas ao seu cuidado. A realidade é que esta professora americana consegue operar milagres, desbloqueando experiências traumáticas, profundamente enraizadas e substituí-las por sentimentos de esperança, amor e confiança.

Neste livro, encontramos uma menina de oito anos que não reage a qualquer estímulo: nunca fala, ri ou chora. Passa o dia aprisionada no seu mundo de sombras, enredada na sua própria teia de problemas. E apesar de toda a preparação anterior da professora nada a fazia antever a terrível revelação que finalmente lhe chegaria. Um livro duro, sério, perturbador.

Nota 5.

sábado, 4 de maio de 2013

Cá por casa

 
Fomos à feira do livro e comprei o livro "Quem dá um abraço ao Martim?" para o meu filhote. Ele adorou! E não é para menos a história é uma delícia e as ilustrações estão o máximo!
 



Bons abraços!!!!

quinta-feira, 28 de março de 2013

Atividades para os mais novos

A 23 de abril comemora-se o Dia Mundial do Livro e, por isso, o Ecomuseu Municipal do Seixal convida os mais pequenos para participar, nos dias 17 e 19 de abril, no ateliê Uma história, um livro… um dia divertido!


O ateliê decorre no Núcleo da Mundet e no Moinho de Maré de Corroios e desafia as crianças dos jardins de infância, das escolas dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e outros grupos organizados a criar o seu próprio livro, partindo de duas histórias ilustradas concebidas pelo Serviço Educativo: O Ratinho de Cortiça e Um Perna-Longa no Moinho.

O Ratinho de Cortiça fala de um ratinho mágico e outras personagens que andam à solta na antiga fábrica Mundet, ajudando os participantes a descobrir a cortiça.

Na história de Um Perna-Longa no Moinho, D. Nuno Álvares Pereira, um perna-longa, um moleiro e a sua neta dão a conhecer o Moinho de Maré de Corroios.

As inscrições estão abertas através do telefone 210 976 112 (às segundas-feiras).

sábado, 4 de agosto de 2012

A importância da dramatização dos contos

A dramatização dos contos de fadas e dos contos tradicionai, feita de forma livre e espontânea, é capaz de desenvolver aspetos como a acriatividade e a imaginação na criança e tornam-na mais comunicativa desenvolvendo, também, a sua socialização. É, através do imaginário e da sua relação com o mundo do maravilhoso que a criança cresce afectivamente, ultrapassando, muitas vezes situações mais traumáticas que possam ter surgido ao longo da sua vida.

Segndo o que Freud afirmava, os processos de transformação do trabalho subjacente ao conto, são análogos aos do trabalho do sonho: dramatização, deslocamento, dissociação e representação por símbolos.
Também Carl Jung referia que os contos são um material discreto para as projeções necessárias a uma individualização correcta. Igualmente Gaston Bachelard considerou o maravilhoso como a matéria prima da imaginação: “é como a grelha mais rigorosa para a análise do real ao aperceber-se que a razão científica recorta as sua verdades na ordem dos sonhos e da consciência poética.”

O conto é um espaço de mediação entre o consciente e o inconsciente, entre o eu e o mundo.
A afirmação de L. Pereira é igualmente elucidativa: “o conto maravilhoso... respeita a interacção entre o homem e o cósmico para a formação de imagens, tendo em conta a homologia do psíquico, do cósmico, do social e do biológico, organizadas numa significação integrada. O conto ajuda o docente a encontrar o núcleo gerador da interdisciplinariedade. A sua compreensão leva-o à descoberta dos segredos da pedagogia: à motivação do espaço interdisciplinar."

“O conto é um universalismo que denota a persistência de qualquer coisa de primordial, de irrefreado e de comum à totalidade dos homens.” (José Gomes Ferreira). Muito antes, já Teófilo Braga fazia a apologia do conto, no entanto as pretensões pedagógicas desnaturaram-no e ele perdeu a sua poesia espontânea, a sua singeleza popular e a sua beleza tradicional. A função ancestral do conto é por o vulgo a sonhar. A civilização destruiu muita dessa função.

A mensagem do conto de fadas é determinante na educação das crianças, mas também dos jovens. Essa mensagem, porventura a mais importante, é a de que a luta contra as dificuldades da vida é inevitável, mas se o homem se empenhar, com coragem e determinação, acabará por sair vencedor de todos os obstáculos. Desta maneira a mensagem não é moral, mas somente a de encarar a vida com confiança, com possibilidade de vencer de vencer as dificuldades que a todos se colocam. “A nossa herança cultural encontra expressão nos contos de fadas e através deles é comunicado às crianças.” (Bruno Betteheim).


(adaptado de: A Expressão e Educação Musical e Dramática no 1.º ciclo do Ensino Básico, in: Capacidadelógica)







sexta-feira, 20 de abril de 2012

"Só mais uma"

"Só Mais Uma!"

A Mamã Coelho lê ao Pequeno Coelho as suas histórias preferidas ao deitar. Mas ele quer sempre mais uma. Depois vem o Pai, o Avô e a Avó, mas ele quer sempre mais histórias, em vez de dormir. É então que uma noite tem uma grande ideia. Ele iria fazer ele próprio uma história muito, muito grande, quase sem fim. Seria a maior e a melhor história do mundo inteiro!
Retrata muito bem o saudável ritual das histórias ao deitar e é uma ótima opção para os pais escolherem para ler aos mais pequenos. Uma descoberta a cada página.

Inclui um livro para colorir com a história que o Pequeno Coelho fez. Uma história dentro da história!



domingo, 15 de abril de 2012

Na feira do livro com o bebé

Ontem passamos pela Feira do livro (Livro em Festa) na freguesia da Amora. É um certame até pequenino comparado com outros que conheço, mas deu para descobrir algumas pechinchas, principalmente em livros infantis. O Martim ficou encantado com tantos livros e queria tirá-los a todas de cima das bancadas. Fazia aquele seu ar de espanto e ia tirando os livros uma um e pondo-os no chão (e nós atrás dele a tentar evitar que estragasse algum e a devolvê-los à bancada).
Compramos um livro com pop-ups para o Martim por apenas 1,5€. Nada mau se pensarmos que aqueles pedacinhos de cartão fino não devem durar muito tempo agarrados às páginas.
Apesar do frio e do vento que se fazem sentir, nestes próximos dias teremos na Amora diversas atividades englobadas na feira do Livro.
Dia 17 de Abril - encontro com o escritor Pedro Teixeira Neves.
Autor de poemas publicados no DN Jovem e jornalista desde 1994. Em 1998, passa para os quadros da extinta revista Arte Ibérica, chegando a chefe de redação. Funda e dirige de 2001 a 2008 a revista Magazine Artes, assinando a crítica literária.
Obras publicadas: Uma visita a Bosch (2002), Chisasco (poesia), Histórias tais, animais e outras mais (infantil), Amor de Perdição (juvenil, adaptado da obra de Camilo Castelo Branco), entre outros. Ganhou ainda um prémio de fotografia (outra grande paixão) Retratar um livro, atribuído pela Fundação José Saramago.
Dia 24 de Abril - encontro com a escritora Luísa Ducla Soares.
Nome conhecido da literatura infanto-juvenil, com inúmeras obras editadas e incluidas no Plano Nacional de Leitura. Licenciou-se em Filologia Germânica e trabalhou como tradutora, consultora literária e jornalista. Foi adjunta do Gabinete do Ministro da Educação de 1976 a 1978.
Escreveu: O Soldado João, O ratinho marinheiro, Se os bichos se vestissem como gente, O maluquinho da bola, entre outros.

Pena, pena, é não poder lá ir e comprar uns livrinhos... apetecia-me tanto!

sábado, 13 de agosto de 2011

Ensinar a gostar dos livros

Hoje deixo-vos aqui alguns conselhos úteis para promover o gosto pela leitura. São apenas 6 conselhos fáceis de seguir!

1º conselho: Livros por todo o lado! É importante que os livros estejam ao alcance das crianças: na sala, no banho, no quarto... Mas atenção! Os livros são para cuidar e isso também se ensina!

2º conselho: Livros desde pequenos e adequados à idade e ao desenvolvimento das crianças. Leia diferentes livros durante a semana e vá aumentando o número de leituras progressivamente.

3º conselho: Elogiar! Muito! Elogie o seu filho pelos livros que leu e mostre-lhe os progressos que fez e o que tem aprendido. Mostre interesse pelos livros que a criança lê e converse com ela sobre o livro.

4º conselho: Leve sempre algum livro consigo para que a criança possa aproveitar o tempo de espera, por exemplo enquanto aguarda por uma consulta. Não se esqueça de levar livros quando vão de férias.

5º conselho: Incentivar! Incentive o seu filho a ler para os irmãos ou familiares mais novos. Leia com a criança cartazes e revistas infantis.

6º conselho: Seja um exemplo! Se você não lê, não irá estimular no seu filho o gosto pelos livros e pela leitura. Leia para ele e com ele.

sábado, 30 de julho de 2011

Sugestões para a pré:

Aqui ficam mais algumas sugestões para as salas de Pré-escolar (ou para ler em casa, com os nossos filhotes, sobrinhos, primos...) do Plano Nacional de Leitura:

De Paul Alen, Everest Editora, mais um título de uma grande coleção de livros. Desta vez, sobre uma compenheira de muitas noites, birras, que um dia tem de se ir embora: a chupeta!

Um livro que pode ajudar muitos pais e muitas crianças, num momento que pode ser uma fase de passagem, para ambos.


E de Rosário Alçada Araújo, chega-nos a história de Rosinha.

"Quando uma chave de cobre vai parar a seus pés, a Rosinha escuta uma voz misteriosa que lhe fala de um Grande Tesouro existente no alto mar. A Rosinha aventura-se então a remar até esse lugar longínquo. Aí, num castelo cheio de cores (o Castelo do Grande Tesouro), a Sereia Íris revela-lhe um segredo sobre os sonhos do Universo e explica-lhe a razão do movimento do mar, ao mesmo tempo que lhe faz um pedido muito importante: ajudar o mundo a cuidar dos sonhos. Como poderá a Rosinha realizar uma tarefa que parece ser tão complicada?"

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Mais sugestões para a Pré:

"Quando eu nasci, já era negro.
Quando tu nasceste, eras cor-de-rosa
Quando eu me zango, continuo negro e
Quando tu te zangas, ficas vermelho..."

Um livro que nos leva a olhar para nós mesmos e para os outros de uma forma diferente, permitindo às crianças observar e explorar a diferença.

Com imagens apelativas e texto de fácil leitura, será também um compenheiro para bons momentos passados em grupo, no tapete, ao redor da mesa grande... no jardim.


Da Livros Horizonte, um conto adaptado de um conto tradicional africano.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Sugestões do PNL

O Plano Nacional de Leitura apresenta-nos várias sugestões de livros. Algumas são bem interessantes. Tenho vindo ao longo dos últimos dias a colocar aqui no blogue algumas dessas escolhas.

Hoje, saímos dos bebés e vamos ver alguns livros escolhidos para a Educação Pré-escolar:


Da editora Paulinas, chegam-nos histórias, mitos e lendas de países e povos que também falam português.
"Este livro (com)funde o longe e o perto: de um lado, contos que trazem «vozes dos vários mundos falantes da Língua Portuguesa», recolhidos em Portugal (incluindo as comunidades cigana e indiana), Macau, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Timor e São Tomé e Príncipe; do outro, «histórias de meninos» contadas pelos próprios: histórias pessoais ou sobre os respectivos países e as suas tradições culturais, poemas, canções… Um excelente instrumento de trabalho para professores, catequistas e formadores, mas também uma forma cativante de conhecer o mundo, em casa, em família. Co-edição com o Secretariado Entreculturas do Ministério da Educação, este livro é um importante contributo para a compreensão e aproximação dos povos que falam a Língua Portuguesa."


Da Ambar, chega-nos um livro com quatro histórias de embalar. Contos de encantar e de sonhar, com princesas belas, sapos que são princípes e muita fantasia.
"As crianças ficarão encantadas com esta obra maravilhosa, que reúne quatro dos contos de fadas mais conhecidos. As magníficas ilustrações de Susie Lacome, bordados com pormenores em relevo, dão um toque único a cada página, fazendo deste um livro verdadeiramente especial."


E amanhã, há mais!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Mais livros do Plano Nacional de Leitura

São várias as obras que o PNL recomenda. Existem para todos os gostos. E para todas as idades! Para os pequenos dos 2 aos 3 anos, aqui ficam mais algumas sugestões, para enriquecer a biblioteca da salinha ou lá de casa:


Brigitte Weninger, Adeus chupeta - Ambar




Petr Horácek, O ganso Gastão - Caminho/Leya






Josse Goffin, Ah! - Editora Kalandraka





 
Alice Vieira, A charada da bicharada, Texto/Leya

José Jorge Letria, Versos de fazer Ó-ó - Terramar

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Sugestões do PNL

2 a 3 anos:


Da Minutos de leitura, chegam ao PNL duas histórias: "A melhor camisola do mundo" e "Quem comeu a minha papa?"
O Pequeno Urso não gostava de comer a Papa. Os pais bem tentavam, acrescentando mel, amoras ou nozes, mas mesmo assim ele não queria. Para o convencer diziam: "Se não comes a Papa, vou dá-la ao Urso Mau da Montanha" (...)
Já folheei e são um miminho! 



quarta-feira, 20 de julho de 2011

Livros para os mais novinhos

Do PNL, aqui ficam mais alguns livros para os mais novos - ainda estamos nos livros da Creche - hoje dedicado à editora Kalandraka.

1 a 2 anos:


Uns ratinhos muito fofos e brincalhões que vão descobrir coisas tão diferentes!

2 a 3 anos:

"A lagartinha muito comilona"

À luz da Lua, um pequenino ovo descansava numa folha. Num domingo de manhã o sol quente chegou e PLOC!..., de dentro do ovo saiu uma lagartinha magra e esfomeada.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Sobre o PNL para os mais novos

Tal como tenho vindo a fazer nos últimos dias, venho hoje aqui postar mais alguns livros pertencentes ao Plano Nacional de Leitura. É que antes de comprar um livro, gosto de lhe tocar, desfolhar, cheirar... como isso ainda não é possível aqui pela net, pelo menos vemos as capas e algumas caraterísticas destes livros que nos aconselham para os nossos miúdos. É que não é só dizerem que é "adequado". Queremos conhecê-los. Ou não?

1 a 2 anos:

Surpresa! O Elmer - aquele elefante aos quadrados - é um dos livros que está no PNL, para bebés de 1 a 2 aninhos! Muito bom para introduzir as cores. E não só para bebés, se quiser, para os meninos mais velhinhos, para falar das diferenças.

De David Mckee. Editora Caminho.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Os livros do PNL

Muitas são as sugestões do Plano Nacional de Leitura. Aqui vos deixo algumas delas.

1 a 2 anos:

Da Porto Editora, "O cachorro brincalhão"

Uma aventura para tocar e sentir!
Um livro encantador que nos conta as pequenas aventuras do cachorro Piporro. Ao virar de cada página descobre-se um cenário colorido, com excelentes ilustrações em relevo conjugadas com texturas que vão surpreender os pequenos leitores e vão ajudar os pais a promover excelentes momentos de leitura e divertimento.


 
 
 
 
 
Da Kalandraka, "A aranha e eu"
 
 
Um livro que vai percorrendo várias partes do corpo, comparando por exemplo o dedão do pé a um kiwi! Divertido, inspira à brincadeira, adequado para crianças pequenas. E não só.





Aguardo os vossos comentários.

domingo, 17 de julho de 2011

Para os mais pequeninos

Do Plano Nacional de Leitura, aqui ficam mais algumas sugestões:

6 - 12 meses:

"Abelhinha Ocupada", da coleção Girassol.


Um alegre e encantador conto, com ilustrações vivas e atraentes. A hora do banho vai tornar-se mais animada com este inovador livro impermeável. Histórias de amizade entre animais, em rima e com sons, para as crianças se divertirem enquanto tomam banho

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Livros para os mais novos

Ainda sobre o PNL deste ano, aqui ficam mais algumas das sugestões apresentadas por este plano.
Ainda para a faixa etária dos 6 - 12 meses:

Adequada para bebés ou crianças muito pequenas, desta coleção fazem parte além da  história breve da Galinha Galeta, volume que integra uma colecção povoada de outros animais especiais, e do “Porco Porfírio”, ainda a “Girafa Girona” ou o "Leão Leôncio".

Da Ambar. Na capa, o bebé pode desde logo ter contato com o herói ou heroína da história, pois este "salta" logo do livro para lhe dizer "Olá!"

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Livros do PNL

Todos os anos são atualizadas as listas do Plano Nacional de Leitura. Este ano estive a consultar as listas e quais os livros que foram aconselhados para cada faixa etária. Aqui ficam alguns livros e os comentários aos mesmos.

Dos 6 aos 12 meses:

Da coleção "Pequeno Mundo de Rita", do autor Didier Dufresne, aconselham alguns títulos: "A hora do banho", "A visita do médico", "Para a cama" ou "Já me visto sozinha".





Esta coleção é constituída por seis livros para crianças entre os 2 e os 5 anos de idade. Com a Rita, a protagonista, as crianças vivem inúmeras aventuras, que retratam rotinas ou actividades do quotidiano, como tomar banho ou escovar os dentes. Pequenas tarefas que fazem parte do crescimento de qualquer criança. Esta colecção conta ainda com o apoio da actriz e modelo Rita Pereira, referência do público infanto-juvenil, que dá a cara por este projecto pedagógico.
Fica a dúvida sobre a idade aconselhada. Nada contra ser usado com crianças de 6 meses, mas haverá outros mais adequados. Deliciosos para meninos um pouco mais velhinhos.


Da Editorial Presença, os livros "Estrelinha do Mar", "Peixinho", "Polvinho" ou "Tartaruguinha", do autor Jo Moon, são livros de banho. Mais maleáveis e adequados à faixa etária dos 6 aos 12 meses. Digo eu.


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Como se aprende a ler

Quem seguiu a dica de ontem e foi dar uma espreitadela a este site - http://www.cresceraler.apei.pt/ - reconhece com certeza o texto seguinte. Achei-o muito importante e resolvi partilhá-lo aqui. Fala da importância dos livros e de se darem livros às crianças mais novinhas, desde muito cedo.

A capacidade de ler desenvolve-se a par da capacidade de falar, desde o primeiro ano de vida. É importante que as crianças contactem com livros adequados em todas as idades. Se o contacto for diário os progressos tornam-se evidentes, para grande alegria de todos.
As crianças que contactam com livros desde cedo e ouvem histórias com assiduidade adquirem uma linguagem mais rica, tanto no que respeita à expressão como à compreensão, que a leitura facilita momentos de grande afectividade da criança com o adulto e abre o caminho para o conhecimento e a descoberta do mundo.
As crianças compreendem muito antes de saberem expressar-se. O bebé pode não reconhecer as palavras mas reconhece a melodia da palavra e da frase.
Aos 6 meses é a idade própria para começar, ela já é capaz de associar os nomes às imagens. A criança pode manipular os primeiros livros de cartão, que servem como objecto-jogo. Se segurar a criança ao colo, pode ver álbuns ilustrados e estabelecer um diálogo de sons, palavras e gestos a partir das imagens.
A partir dos 2 anos as crianças expressam-se, e querem que lhes contem histórias, elas gostam de contos populares, das personagens que lá aparecem e das repetições. Mostre livros, leia em voz alta, converse sobre as imagens e as palavras dos livros. Dê o nome aos objectos e às acções para ajudar o seu filho a alargar o seu vocabulário.
A partir dos 4/5 anos elas são capazes de seguir as personagens através das páginas, de observar o que está a ler, apontando para as palavras à medida que lê, de perceber que há uma relação entre a palavra escrita e a palavra lida em voz alta, entre a palavra impressa e o que se diz. Converse sobre as imagens ou sobre o desenrolar da história.
A partir dos 6 anos a criança está desejosa de conseguir ler sozinha, mas continua a gostar que os adultos lhes leiam alto. Procura os livros preferidos e lê livros novos. Gosta de descobrir nos livros as letras, sílabas ou palavras que já reconhece. Gosta de “ler”, fazer de conta que imita os adultos lendo para os mais novos.
Quando a criança começa a saber ler deixe-a ler palavras e frases simples, leia a par. Para além dos livros é importante aproveitar, de forma divertida, todas as oportunidades em que, no dia-a-dia, a leitura é uma descoberta: nos anúncios na rua, na televisão, nos jornais; num recado que vem da escola; num manual de instruções de um brinquedo que é preciso montar; nos jogos educativos em computador.