Um pouco atrasado este post, mas estava em falta...
Para entender um pouco mais da história que envolve a narrativa do livro que li no mês passado sobre Lisboa e a história do terramoto de 1755, escolhi alguns sites com informação que me pareceu importante sobre esta figura:
Malagrida, o terramoto e o exílio setubalense:
Contrariando as explicações assentes em causas naturais, que Pombal havia divulgado como justificação para o terramoto de 1755, Malagrida faz publicar o “Juízo da Verdadeira Causa do Terremoto que padeceo a corte de Lisboa no Primeiro de Novembro de 1755”. Aí aponta o castigo de Deus como a verdadeira razão para uma catástrofe cujas culpas “são unicamente os nossos intoleráveis pecados”. A ousadia permitida pelo seu estatuto de taumaturgo e eivada de fervor religioso, valer-lhe o exílio… em Setúbal, decretado por Pombal.
Da sua permanência em Setúbal dá-nos a obra agora publicada várias notas: a fundação de duas Casas de Retiro; lugar para a visita de damas da primeira nobreza que buscavam o conforto espiritual do “Exercícios” de Santo Inácio, frequentemente a troco do patrocínio de obras da Companhia; o lugar de encontro dos que conspiravam contra o ministro Sebastião José.
Sabe-se também que G. Malagrida foi, nesse tempo de exílio, “reitor do colégio jesuíta de Setúbal (actual sede dos serviços administrativos do Instituto Politécnico de Setúbal), sendo responsável pelas obras de reedificação do referido colégio, gravemente atingido pelo terramoto” (A. Chitas, in O Setubalense, 28 de Novembro de 2012).
O atentado de que o monarca viria a ser alvo em 3 de Setembro de 1758 colocaria os jesuítas (e Malagrida) novamente em rota de colisão com o ministro Sebastião José de Carvalho e Melo. É conhecido o sangrento epílogo desta estória: a expulsão ou a prisão dos membros da Companhia de Jesus em Portugal e a execução de um conjunto de nobres de primeira linha, no que ficou conhecido como o processo dos Távoras. De que resultou a afirmação do poder real… e do seu primeiro-ministro.
In.: http://pracadobocage.wordpress.com/2012/12/06/padre-gabriel-malagrida-o-ultimo-condenado-ao-fogo-da-inquisicao/
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quinta-feira, 4 de abril de 2013
domingo, 3 de março de 2013
Sobre o autor: Pedro Almeida Vieira
Sobre Pedro Almeida Vieira fiquei a saber que é um escritor e jornalista português, nascido na cidade de Coimbra em 17 de Novembro de 1969 e que escreveu sobre a história de Portugal e sobre a Igreja Católica. Conheci-o através do último livro que li, onde na densidade de cada página fiquei a conhecer mais um pouco sobre o período que antecedeu o terramoto de 1755 e que destruiu Lisboa.
Depois, a pesquisa levou-me a encontrar mais algumas coisas interessantes sobre este escritor.
Pedro viveu a infância e a juventude no concelho de Anadia, tendo-se licenciado em Engenharia Biofísica na Universidade de Évora em 1993. Para além de ter desenvolvido actividade de investigação na área da biologia e ambiente, em 1995 tornou-se jornalista «free-lancer», colaborando nos jornais Expresso e Diário de Notícias, bem como nas revistas Forum Ambiente, Grande Reportagem e NS. Em 2003 foi-lhe atribuído o Prémio Nacional de Ambiente «Fernando Pereira», pela Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente, pela sua contribuição, como jornalista, para as causas ambientais. Ao longo da sua carreira jornalística, que suspendeu em 2010, recebeu três prémios de jornalismo, por trabalhos publicados no semário Expresso, na Grande Reportagem e revista Ozono, e uma menção honrosa por um artigo publicado na revista GR.
Embora tenha editado um pequeno ensaio em 1997 - «Eco-Grafia do País Real», baseado numa investigação publicada na revista Forum Ambiente - e sido co-autor do livro «Eco-Entrevistas» (um conjunto de entrevistas sobre ambiente a diversas personalidades portuguesas), pode considerar-se que a sua carreira literária se iniciou com «O Estrago da Nação», em 2003, que constitui um retrato socio-ambiental de Portugal. Atemática ambiental seria repetida em 2006, com a publicação do livro «Portugal: O Vermelho e o Negro», sobre a floresta portuguesa e os incêndios florestais.
A sua estreia na ficção surgiu com o romance «Nove Mil Passos» (2004), sobre a construção do Aqueduto das Águas Livres, seguindo-se «O Profeta do Castigo Divino» (2005) - que aborda a vida do jesuíta Gabriel Malagrida e a ascensão política do Marquês de Pombal, com enfoque no período anterior ao terramoto de Lisboa de 1755 -, «A Mão Esquerda de Deus» (2009) - obra finalista do Prémio Literário Casino da Póvoa, que constitui uma reconstrução da heterodoxa vida de Alonso Perez de Saavedra, o suposto falso núncio que criou a Inquisição lusitana, durante o reinado de D. João III de Portugal - e «Corja Maldita» (2010) - um romance que incide sobre o processo de extinção da Companhia de Jesus na segunda metade do século XVIII.
Em Maio de 2011 publicou o primeiro volume de «Crime e Castigo no País dos Brandos Costumes», obra constituída por 30 narrativas sobre crimes em Portugal, geralmente sentenciados com pena de morte, entre os séculos XVI e XIX. O segundo volume será publicado no início de 2012.
Em Novembro do mesmo ano regressou à temática ambiental, publicando o ensaio «Resíduos: Uma Oportunidade», com o apoio da Sociedade Ponto Verde, que teve edição comercial, revista e ilustrada, em Junho de 2012.
Em 2012 foi também o responsável pela edição da obra «O Estudante de Coimbra», publicada em 1840 e 1841 por Guilherme Centazzi, o pioneiro do romance português, tendo realizado a fixação de textos e comentários à obra.
Actualmente, tem em preparação vários projectos literários, tendo já concluído o segundo volume de «Crime e Castigo no País dos Brandos Costumes», com data de edição agendada para Abril de 2013.
Consulta:
http://pedroalmeidavieira.com/?p/335/
http://pedroalmeidavieira.com/?p/785/
Depois, a pesquisa levou-me a encontrar mais algumas coisas interessantes sobre este escritor.
Pedro viveu a infância e a juventude no concelho de Anadia, tendo-se licenciado em Engenharia Biofísica na Universidade de Évora em 1993. Para além de ter desenvolvido actividade de investigação na área da biologia e ambiente, em 1995 tornou-se jornalista «free-lancer», colaborando nos jornais Expresso e Diário de Notícias, bem como nas revistas Forum Ambiente, Grande Reportagem e NS. Em 2003 foi-lhe atribuído o Prémio Nacional de Ambiente «Fernando Pereira», pela Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente, pela sua contribuição, como jornalista, para as causas ambientais. Ao longo da sua carreira jornalística, que suspendeu em 2010, recebeu três prémios de jornalismo, por trabalhos publicados no semário Expresso, na Grande Reportagem e revista Ozono, e uma menção honrosa por um artigo publicado na revista GR.
Embora tenha editado um pequeno ensaio em 1997 - «Eco-Grafia do País Real», baseado numa investigação publicada na revista Forum Ambiente - e sido co-autor do livro «Eco-Entrevistas» (um conjunto de entrevistas sobre ambiente a diversas personalidades portuguesas), pode considerar-se que a sua carreira literária se iniciou com «O Estrago da Nação», em 2003, que constitui um retrato socio-ambiental de Portugal. Atemática ambiental seria repetida em 2006, com a publicação do livro «Portugal: O Vermelho e o Negro», sobre a floresta portuguesa e os incêndios florestais.
A sua estreia na ficção surgiu com o romance «Nove Mil Passos» (2004), sobre a construção do Aqueduto das Águas Livres, seguindo-se «O Profeta do Castigo Divino» (2005) - que aborda a vida do jesuíta Gabriel Malagrida e a ascensão política do Marquês de Pombal, com enfoque no período anterior ao terramoto de Lisboa de 1755 -, «A Mão Esquerda de Deus» (2009) - obra finalista do Prémio Literário Casino da Póvoa, que constitui uma reconstrução da heterodoxa vida de Alonso Perez de Saavedra, o suposto falso núncio que criou a Inquisição lusitana, durante o reinado de D. João III de Portugal - e «Corja Maldita» (2010) - um romance que incide sobre o processo de extinção da Companhia de Jesus na segunda metade do século XVIII.
Em Maio de 2011 publicou o primeiro volume de «Crime e Castigo no País dos Brandos Costumes», obra constituída por 30 narrativas sobre crimes em Portugal, geralmente sentenciados com pena de morte, entre os séculos XVI e XIX. O segundo volume será publicado no início de 2012.
Em Novembro do mesmo ano regressou à temática ambiental, publicando o ensaio «Resíduos: Uma Oportunidade», com o apoio da Sociedade Ponto Verde, que teve edição comercial, revista e ilustrada, em Junho de 2012.
Em 2012 foi também o responsável pela edição da obra «O Estudante de Coimbra», publicada em 1840 e 1841 por Guilherme Centazzi, o pioneiro do romance português, tendo realizado a fixação de textos e comentários à obra.
Actualmente, tem em preparação vários projectos literários, tendo já concluído o segundo volume de «Crime e Castigo no País dos Brandos Costumes», com data de edição agendada para Abril de 2013.
Consulta:
http://pedroalmeidavieira.com/?p/335/
http://pedroalmeidavieira.com/?p/785/
"O profeta do castigo divino"
Este livro fala-nos da história de Gabriel Malagrida e de Portugal nos anos que antecederam o terramoto de Lisboa de 1755. Falam-nos da Igreja Católica no século XVIII e da obscuridade em que se vivia. É um livro que trata da história de Portugal vista de uma outra perspetiva.
Gabriel Malagrida é um jesuíta, natural de Itália. Obsessivo por natureza, teima em evangelizar os que no "novo mundo descoberto viviam em supostas trevas". Depois de muito se instruir, embarca para o Brasil e para o Maranhão. Em Belém do Pará, encontra uma terra nada dada a atos religiosos. Lá encontra a sua vocação: evangelizar e colonizar os índios, - com atos nem sempre "memoráveis"-, para depois ao voltar a Portugal, Lisboa o receber como autor de vários milagres (uns façanhas e embustes, outros apenas coincidências, que num século de tão parca instrução eram atribuídas a atos divinos).
O padre Malagrida é de certa forma descrito por Pedro Almeida Vieira como um misto de iluminado, de escolhido de Deus, militante eclesiástico, visionário, profeta do mal, socialmente excêntrico face aos próprios companheiros jesuítas, missionário obstinado, tão fanaticamente crente na missão divina da sua vida que não hesita em usar estratagemas ardilosos (como o das bolas de cera no mar) para exaltação de uma maior santidade pessoal e divina. Acresce um lado milagreiro, que espanta o próprio Diabo.
Ver também:
http://olharoslivros.blogspot.pt/2009/02/o-profecta-do-castigo-divino-pedro.html
O livro foi para mim interessante pela sua contextualização histórica mas a história é um pouco maçuda e muito descritiva pelo que clasifico com nota 2. Foi difícil chegar ao fim, pela densidade da história e da narrativa, embora o tema fosse até interessante e o livro esteja muito bem escrito e com uma grande pesquisa histórica.
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terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Ainda em Dezembro...
Iniciando hoje um novo ano, um novo capítulo, um novo livro, sinto a necessidade de dar uma lufada de ar fresco a este blogue. Para já afastando as teias de aranha e resumindo o livros que por aqui passaram em 2012. E foram tantos e tão diferentes.
Do fim para o princípio, pois foi desse que ainda não falei, um livro excelente aqui para mim de Sofia Hayat: "Desonrada".
Contada na primeira pessoa, esta é a história de Sofia Hayat, uma menina diferente dos outros pelas suas origens culturais, pela pele mais escura e pelo seu nariz que a faz ser gozada por todos e alvo de bullying nas escolas que frequenta. Em casa, as regras culturais demasiado rígidas, os casos do pai com outras mulheres debaixo do nariz da mãe e uma tentativa de violação a que é sujeita pelo tio que a faz ser castigada por contar e manchar assim o nome e a honra da família, fazem-na começar a auto-mutilar-se afastando assim de si a dor emocional através da dor física intencional que a si mesma tenta provocar. Sofia acaba por despertar para a vida e começa realmente a tentar lutar pela sua felicidade, contra a vontade dos pais e da família e correndo risco de vida. "Desonrada" é uma história marcante, atual e comovente, que retrata ma sociedade em que é agora que as mulheres estão a tentar fazer-se ouvir, como seres de direitos. Sofia é uma dessas mulheres lutadoras, jovem, aclamada por uns e odiada por outros, que passa de uma infância complicada a uma vida de estrela.
Um dos aspetos que me cativou nesta história foi a presença de dois mundos em colisão num mesmo cenário. Enquanto Sofia cresce em Inglaterra, num país livre, a sua cultura tenta obrigá-la a casar muito nova numa união arranjada pelos pais de ambos os futuros noivos, num país totalmente desconhecido para ela, há um outro mundo em contraste, onde se encontram os meios e oportunidades que Sofia podia apreciar nos seus colegas de escola. Este contraste torna-se progressivamente mais evidente para culminar num ponto de ruptura com o passado no momento em que a própria mãe de Sofia contrata um assassino.
Um autobiografia que nos prende ás suas páginas, pelo menos quase até à ascenção na carreira e na vida de Sofia. Nota 4.
Agora falta atualizar a listagem de livros lidos em 2012, para já já começar a próxima lista.
Do fim para o princípio, pois foi desse que ainda não falei, um livro excelente aqui para mim de Sofia Hayat: "Desonrada".
Contada na primeira pessoa, esta é a história de Sofia Hayat, uma menina diferente dos outros pelas suas origens culturais, pela pele mais escura e pelo seu nariz que a faz ser gozada por todos e alvo de bullying nas escolas que frequenta. Em casa, as regras culturais demasiado rígidas, os casos do pai com outras mulheres debaixo do nariz da mãe e uma tentativa de violação a que é sujeita pelo tio que a faz ser castigada por contar e manchar assim o nome e a honra da família, fazem-na começar a auto-mutilar-se afastando assim de si a dor emocional através da dor física intencional que a si mesma tenta provocar. Sofia acaba por despertar para a vida e começa realmente a tentar lutar pela sua felicidade, contra a vontade dos pais e da família e correndo risco de vida. "Desonrada" é uma história marcante, atual e comovente, que retrata ma sociedade em que é agora que as mulheres estão a tentar fazer-se ouvir, como seres de direitos. Sofia é uma dessas mulheres lutadoras, jovem, aclamada por uns e odiada por outros, que passa de uma infância complicada a uma vida de estrela.
Um dos aspetos que me cativou nesta história foi a presença de dois mundos em colisão num mesmo cenário. Enquanto Sofia cresce em Inglaterra, num país livre, a sua cultura tenta obrigá-la a casar muito nova numa união arranjada pelos pais de ambos os futuros noivos, num país totalmente desconhecido para ela, há um outro mundo em contraste, onde se encontram os meios e oportunidades que Sofia podia apreciar nos seus colegas de escola. Este contraste torna-se progressivamente mais evidente para culminar num ponto de ruptura com o passado no momento em que a própria mãe de Sofia contrata um assassino.
Um autobiografia que nos prende ás suas páginas, pelo menos quase até à ascenção na carreira e na vida de Sofia. Nota 4.
Agora falta atualizar a listagem de livros lidos em 2012, para já já começar a próxima lista.
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quinta-feira, 16 de agosto de 2012
"Náná"
De Émile Zola. Escritor francês que viveu no século XIX entre 1840 e 1902. "Com umacapacidade de trabalho espantosa, viria a revelar-se o escalpelizador frio e imparcial das taras da sociedade sua contemporânea." (Notícia bibliográfica sobre o autor)
Escreveu entre outros: "Contos a Ninon" (1834), "Madalena Férat" (1868), "O regabofe" (1871), "A taberna" (1877) e "O dinheiro" (1891).
Náná é a história de uma mulher da vida.
Mulher parisiense, Náná é aclamada por uns e odiada por outros, mas ninguém fica indiferente à sua presença. É apresentada ao mundo do espetáculo no teatro de variedades, cujo dono impele todos a que chamem de bordel, com um prazer matreiro de quem tem vista para o negócio. O que parece ser um fiasco no dia da estreia, pelas suas parcas qualidades vocais, torna-se um sucesso pelos seus atributos corporais apreciados pelos homens da época e pela sua forte presença em palco.
Aproveita-se dos homens com quem sai para deles fazer riqueza, luxo que esbanja sem pudor, vivendo uma vida de mulher rica com caprichos caríssimos, mas sem dinheiro para pagar a conta ao padeiro. é mãe de uma criança doente e raquítica que deixou aos cuidados de uma tia, mas também a essa Náná deixa que falte o dinheiro, o conforto e o carinho que a presença da mãe poderiam dar. Um livro que mostra a vida vã levada ao limite da existência humana, numa Paris conspurcada.
Nota 4 para este livro.
Escreveu entre outros: "Contos a Ninon" (1834), "Madalena Férat" (1868), "O regabofe" (1871), "A taberna" (1877) e "O dinheiro" (1891).
Náná é a história de uma mulher da vida.
Mulher parisiense, Náná é aclamada por uns e odiada por outros, mas ninguém fica indiferente à sua presença. É apresentada ao mundo do espetáculo no teatro de variedades, cujo dono impele todos a que chamem de bordel, com um prazer matreiro de quem tem vista para o negócio. O que parece ser um fiasco no dia da estreia, pelas suas parcas qualidades vocais, torna-se um sucesso pelos seus atributos corporais apreciados pelos homens da época e pela sua forte presença em palco.
Aproveita-se dos homens com quem sai para deles fazer riqueza, luxo que esbanja sem pudor, vivendo uma vida de mulher rica com caprichos caríssimos, mas sem dinheiro para pagar a conta ao padeiro. é mãe de uma criança doente e raquítica que deixou aos cuidados de uma tia, mas também a essa Náná deixa que falte o dinheiro, o conforto e o carinho que a presença da mãe poderiam dar. Um livro que mostra a vida vã levada ao limite da existência humana, numa Paris conspurcada.
Nota 4 para este livro.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Sobre...
Eduardo Palaio, nasceu em Sintra, em 1942. Em 1961 iniciou a sua atividade artística, pelo desenho de humor tendo publicado trabalhos, como colaborador, no Mundo Ri, sob a direção de José Vilhena.
Em 1966 expõe pela primeira vez trabalhos de desenho e pintura. Nos anos 1970/1980 retoma o cartoon, publicando regularmente num semanário. Participou nos Salões Nacionais de Caricatura e Desenho de Humor e como convidado em 3 exposições internacionais em Cuba (dedeté –1986/93/98) e no México (1994 e 1998).
Decorador de espaços públicos, é autor de nove murais no Concelho do Seixal. Apresentou nove exposições individuais de pintura de 1982 a 2000 e participou em inúmeras exposições coletivas.
Publicou o livro "Caixa Baixa", distinguido com o Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca, promovido pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém.sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Herman Hesse
Mais um galardoado com um prémio Nobel da Literatura, que me arrisquei agora a ler. "Herman Hesse nasceu a 2 de Julho de 1877, na Alemanha, e morreu a 9 de Agosto de 1962, na Suíça. Distinguido, em 1946, com o Prémio Nobel da Literatura, tornou-se uma verdadeira figura de culto, uma referência universal ancorada na exaltação que faz do indivíduo e na celebração de um certo misticismo oriental."
Siddhartha, 1922, é o resultado de uma visita à Indía, que fez Hesse descobrir uma cultura e modos de sentir fascinantes.
"Nascido na India, no século VI a.C., filho de um brâmane, Siddhartha passa a infância e a juventude isolado das misérias do mundo, gozando uma existência calma e contemplativa. A certa altura, porém abdica da vida luxuosa, protegida, e parte em peregrinação pelo país, onde a pobreza e o sofrimento eram regra."
Siddhartha, 1922, é o resultado de uma visita à Indía, que fez Hesse descobrir uma cultura e modos de sentir fascinantes.
"Nascido na India, no século VI a.C., filho de um brâmane, Siddhartha passa a infância e a juventude isolado das misérias do mundo, gozando uma existência calma e contemplativa. A certa altura, porém abdica da vida luxuosa, protegida, e parte em peregrinação pelo país, onde a pobreza e o sofrimento eram regra."(In.: Siddhartha, - contracapa - Coleção Autor Nobel)
"A sua primeira publicação foi em 1922 e conta passagem da sua vida e pensamento durante a sua estadia na Índia em 1910, inspirado na tradição contada de Siddhartha Gautama, o Buda. O livro trata basicamente a busca pela plenitude espiritual, e o alcance de estados em que a mente humana se encontra absolutamente completa e plena."
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Rapariga com brinco de pérola
É a história de uma rapariga simples, Griet, filha de um pintor de azulejos que fica cego após um acidente. Para ajudar a sua família a sobreviver numa época difícil, torna-se criada numa casa de uma família católica, onde não é bem acolhida por todos.
Escrita por Tracy Chevalier, esta é uma história fácil de ler e que nos remete para um conjnto de sensações e de emoções vividas pela personagem principal do enredo.
Tracy Chevalier nasceu em 1962 em Washington DC com ascendência suíça romanche. Licenciou-se em Lingua e Literatura Inglesas pela Universidade de Oberlin (Ohio). Tem o mestrado em Escrita Criativa da Universidade de East Anglia. O seu primeiro romance foi "O azul da Virgem" (1997).
Escrita por Tracy Chevalier, esta é uma história fácil de ler e que nos remete para um conjnto de sensações e de emoções vividas pela personagem principal do enredo.
Tracy Chevalier nasceu em 1962 em Washington DC com ascendência suíça romanche. Licenciou-se em Lingua e Literatura Inglesas pela Universidade de Oberlin (Ohio). Tem o mestrado em Escrita Criativa da Universidade de East Anglia. O seu primeiro romance foi "O azul da Virgem" (1997).
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Nobel da Literatura
Foi distinguido na semana passada com o prémio Nobel da Literatura, o escritor e professor Mario Vargas Llosa.
"(...)Maria Vargas Llosa, de 74 anos (28 de Março de 1936), é considerado um dos mais influentes escritores da sua geração.(...)"
"Líder político, ativista pelos direitos do homem, pela igualdade social e pela liberdade, manteve-se sempre fiel a uma luta contínua por um mundo melhor. Resistente como poucos, nunca baixou os braços perante qualquer regime."
"(...)Maria Vargas Llosa, de 74 anos (28 de Março de 1936), é considerado um dos mais influentes escritores da sua geração.(...)"
"Líder político, ativista pelos direitos do homem, pela igualdade social e pela liberdade, manteve-se sempre fiel a uma luta contínua por um mundo melhor. Resistente como poucos, nunca baixou os braços perante qualquer regime."
domingo, 5 de setembro de 2010
Bruno Bettelheim
"Bruno Bettelheim (Viena, 28 de Agosto de 1903 — 13 de Março de 1990) foi um psicólogo judeu norte-americano nascido na Áustria."
"Após a anexação da Áustria ao Terceiro Reich, às vésperas da Segunda Guerra Mundial, ele foi deportado junto com outros judeus austríacos para o campo de concentração de Dachau e, mais tarde, para Buchenwald. Aí pôde observar os comportamentos humanos quando o indivíduo é sujeito a condições extremas, percepcionadas como radicalmente destrutivas (desumanização), que estiveram mais tarde na base das suas teorias sobre a origem do autismo.
Graças a uma amnistia em 1939, Bettelheim e centenas de outros prisioneiros foram libertados, o que lhe salvou a vida. Emigrou então rumo aos Estados Unidos, onde foi professor de psicologia em universidades americanas e dirigiu o Instituto Sonia-Shankman em Chicago para crianças psicóticas, destacando-se o seu trabalho com crianças autistas. Cometeu suicídio em 1990.
Bettelheim é reconhecido como um prestigiado psicólogo na área da psicologia infantil."
Algumas obras de Bettelheim:
1950 Love Is Not Enough: The Treatment of Emotionally Disturbed Children, Free Press, Glencoe, Ill.
1954 Symbolic Wounds; Puberty Rites and the Envious Male, Free Press, Glencoe, Ill.
1959 "Joey: A 'Mechanical Boy'", Scientific American, 200, março de 1959: 117-126.
1967 The Empty Fortress: Infantile autism and the birth of the self, The Free Press, New York
1969 The Children of the Dream, Macmillan, London & New York
1982 Freud and Man's Soul, Knopf, New York
1987 A Good Enough Parent: A book on Child-Rearing, Knopf, New York
1990 Freud's Vienna and Other Essays, Knopf, New York
"Bettelheim estava convencido de que o autismo não tinha nenhuma base orgânica, senão que era originado por mães frias e pais ausentes. Toda minha vida, escreveu, tenho trabalhado com meninos cujas vidas têm sido destruídas devido a que suas mães os odiaram. Outros analistas freudianos seguiram Bettelheim na sua teoria de que o autismo dos meninos é gerado na dinâmica intrafamiliar. Bettelheim escreveu um livro entitulado A fortaleza vazia, onde falava a respeito do autismo."
"Após a anexação da Áustria ao Terceiro Reich, às vésperas da Segunda Guerra Mundial, ele foi deportado junto com outros judeus austríacos para o campo de concentração de Dachau e, mais tarde, para Buchenwald. Aí pôde observar os comportamentos humanos quando o indivíduo é sujeito a condições extremas, percepcionadas como radicalmente destrutivas (desumanização), que estiveram mais tarde na base das suas teorias sobre a origem do autismo.
Graças a uma amnistia em 1939, Bettelheim e centenas de outros prisioneiros foram libertados, o que lhe salvou a vida. Emigrou então rumo aos Estados Unidos, onde foi professor de psicologia em universidades americanas e dirigiu o Instituto Sonia-Shankman em Chicago para crianças psicóticas, destacando-se o seu trabalho com crianças autistas. Cometeu suicídio em 1990.
Bettelheim é reconhecido como um prestigiado psicólogo na área da psicologia infantil."
Algumas obras de Bettelheim:
1950 Love Is Not Enough: The Treatment of Emotionally Disturbed Children, Free Press, Glencoe, Ill.
1954 Symbolic Wounds; Puberty Rites and the Envious Male, Free Press, Glencoe, Ill.
1959 "Joey: A 'Mechanical Boy'", Scientific American, 200, março de 1959: 117-126.
1967 The Empty Fortress: Infantile autism and the birth of the self, The Free Press, New York
1969 The Children of the Dream, Macmillan, London & New York
1982 Freud and Man's Soul, Knopf, New York
1987 A Good Enough Parent: A book on Child-Rearing, Knopf, New York
1990 Freud's Vienna and Other Essays, Knopf, New York
Mas este foi também um homem controverso.
"Após seu suicídio, emergiu a evidência de lado mais escuro. Seus conselheiros na Universidade de Chicago consideravam-no uma grande figura na psicologia, mas após seu suicídio, três ex-pacientes questionaram seu trabalho e chamaram-no um cruel tirano. Em maio de 2005]], mais de 90 ex-conselheiros e ex-pacientes reuniram-se em Chicago, mais de 30 anos após seu retiro, para ressaltar a importância de Bettelheim em suas vidas. Contrariamente aos opositores de Bettelheim, quem são muito activos nos meios de comunicação, não convidaram a jornalistas à reunião."(2)
Sobre o tema do autismo:
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Faleceu José Saramago
Faleceu na ilha de Lanzarote com 87 anos, o Nobel Português da Literatura José Saramago, vítima de cancro (ou doença prolongada, como agora lhe chamam).
José Saramago nasceu na aldeia ribatejana de Azinhaga, concelho de Golegã, no dia 16 de Novembro de 1922, embora o registo oficial mencione o dia 18.
Os seus pais emigraram para Lisboa quando ele ainda não tinha três anos de idade. Fez estudos secundários (liceal e técnico) que não pôde continuar por dificuldades económicas. No seu primeiro emprego foi serralheiro mecânico, tendo depois exercido diversas outras profissões, a saber: desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, editor, tradutor, jornalista.
Publicou o seu primeiro romance «Terra do Pecado», em 1947, tendo estado depois sem publicar até 1966. Trabalhou durante doze anos numa editora, onde exerceu funções de direcção literária e de produção. Colaborou como crítico literário na Revista Seara Nova.
Em 1972 e 1973 fez parte da redacção do Jornal Diário de Lisboa onde foi comentador político, tendo também coordenado, durante alguns meses, o suplemento cultural daquele vespertino. Pertenceu à primeira Direcção da Associação Portuguesa de Escritores. Entre Abril e Novembro de 1975 foi director-adjunto do Diário de Notícias.
A partir de 1976 passou a viver exclusivamente da escrita, inicialmente como tradutor, depois como autor. Em 1980, alcançou notoriedade com o livro «Levantado do Chão», visto hoje como o seu primeiro grande romance. «Memorial do Convento» confirmaria esse sucesso dois anos depois.
José Saramago nasceu na aldeia ribatejana de Azinhaga, concelho de Golegã, no dia 16 de Novembro de 1922, embora o registo oficial mencione o dia 18.
Os seus pais emigraram para Lisboa quando ele ainda não tinha três anos de idade. Fez estudos secundários (liceal e técnico) que não pôde continuar por dificuldades económicas. No seu primeiro emprego foi serralheiro mecânico, tendo depois exercido diversas outras profissões, a saber: desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, editor, tradutor, jornalista.
Publicou o seu primeiro romance «Terra do Pecado», em 1947, tendo estado depois sem publicar até 1966. Trabalhou durante doze anos numa editora, onde exerceu funções de direcção literária e de produção. Colaborou como crítico literário na Revista Seara Nova.
Em 1972 e 1973 fez parte da redacção do Jornal Diário de Lisboa onde foi comentador político, tendo também coordenado, durante alguns meses, o suplemento cultural daquele vespertino. Pertenceu à primeira Direcção da Associação Portuguesa de Escritores. Entre Abril e Novembro de 1975 foi director-adjunto do Diário de Notícias.
A partir de 1976 passou a viver exclusivamente da escrita, inicialmente como tradutor, depois como autor. Em 1980, alcançou notoriedade com o livro «Levantado do Chão», visto hoje como o seu primeiro grande romance. «Memorial do Convento» confirmaria esse sucesso dois anos depois.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Mia Couto
Quem foi Mia?
António Emílio Leite Couto (Beira, 5 de Julho de 1955), é um escritor moçambicano, filho de portugueses que emigraram a Moçambique nos meados do século XX. Nasceu e foi escolarizado na Beira.
Com catorze anos de idade, teve alguns poemas publicados no jornal Notícias da Beira e três anos depois, em 1971, mudou-se à cidade capital de Lourenço Marques (agora Maputo). Iniciou os estudos universitários em medicina, mas abandonou esta área no princípio do terceiro ano, passando a exercer a profissão de jornalista depois do 25 de Abril de 1974. Trabalhou na Tribuna até à destruição das suas instalações pelos colonos em Setembro de 1975.
Foi nomeado diretor da Agência de Informação de Moçambique (AIM) e formou ligações de correspondentes entre as províncias moçambicanas durante o tempo da guerra de libertação. A seguir trabalhou como diretor da revista Tempo até 1981 e continuou a carreira no jornal Notícias até 1985.
Em 1983 publicou o seu primeiro livro de poesia, Raiz de Orvalho, que inclui poemas contra a propaganda marxista militante. Dois anos depois demitiu-se da posição de diretor para continuar os estudos universitários na área de biologia.
Além de ser considerado um dos escritores mais importantes de Moçambique, ele é o escritor moçambicano mais traduzido. Em muitas das suas obras, Mia Couto tenta recriar a língua portuguesa com uma influência moçambicana, utilizando o léxico de várias regiões do país e produzindo um novo modelo de narrativa africana. Terra Sonâmbula, o seu primeiro romance, publicado em 1992, ganhou o Prémio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos em 1995 e foi considerado um dos doze melhores livros africanos do século XX por um júri criado pela Feira do Livro do Zimbabué. Em 2007, foi entrevistado pela revista "Isto É".
António Emílio Leite Couto (Beira, 5 de Julho de 1955), é um escritor moçambicano, filho de portugueses que emigraram a Moçambique nos meados do século XX. Nasceu e foi escolarizado na Beira.
Com catorze anos de idade, teve alguns poemas publicados no jornal Notícias da Beira e três anos depois, em 1971, mudou-se à cidade capital de Lourenço Marques (agora Maputo). Iniciou os estudos universitários em medicina, mas abandonou esta área no princípio do terceiro ano, passando a exercer a profissão de jornalista depois do 25 de Abril de 1974. Trabalhou na Tribuna até à destruição das suas instalações pelos colonos em Setembro de 1975.
Foi nomeado diretor da Agência de Informação de Moçambique (AIM) e formou ligações de correspondentes entre as províncias moçambicanas durante o tempo da guerra de libertação. A seguir trabalhou como diretor da revista Tempo até 1981 e continuou a carreira no jornal Notícias até 1985.
Em 1983 publicou o seu primeiro livro de poesia, Raiz de Orvalho, que inclui poemas contra a propaganda marxista militante. Dois anos depois demitiu-se da posição de diretor para continuar os estudos universitários na área de biologia.
Além de ser considerado um dos escritores mais importantes de Moçambique, ele é o escritor moçambicano mais traduzido. Em muitas das suas obras, Mia Couto tenta recriar a língua portuguesa com uma influência moçambicana, utilizando o léxico de várias regiões do país e produzindo um novo modelo de narrativa africana. Terra Sonâmbula, o seu primeiro romance, publicado em 1992, ganhou o Prémio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos em 1995 e foi considerado um dos doze melhores livros africanos do século XX por um júri criado pela Feira do Livro do Zimbabué. Em 2007, foi entrevistado pela revista "Isto É".
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
António Torrado - o autor e a sua obra
António Torrado nasceu em Lisboa em 1939. Licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Coimbra.
Dedicou-se à escrita desde muito novo, tendo começado a publicar aos 18 anos. A sua actividade profissional é diversa: escritor, pedagogo, jornalista, editor, produtor e argumentista para televisão.
Tem trabalhado em parceria com Maria Alberta Menéres em diversos livros e programas de televisão. Actualmente, é Coordenador do Curso Anual de Expressão Poética e Narrativa no Centro de Arte Infantil da Fundação Calouste Gulbenkian.
É o professor responsável pela disciplina de Escrita Dramatúrgica na Escola Superior de Teatro e Cinema.
É dramaturgo residente na Companhia de Teatro Comuna em Lisboa. Sendo consensualmente considerado um dos autores mais importantes na literatura infantil portuguesa, possui uma obra bastante extensa e diversificada, que integra textos de raiz popular e tradicional, mas também poesia e sobretudo contos.
Dedicou-se à escrita desde muito novo, tendo começado a publicar aos 18 anos. A sua actividade profissional é diversa: escritor, pedagogo, jornalista, editor, produtor e argumentista para televisão.
Tem trabalhado em parceria com Maria Alberta Menéres em diversos livros e programas de televisão. Actualmente, é Coordenador do Curso Anual de Expressão Poética e Narrativa no Centro de Arte Infantil da Fundação Calouste Gulbenkian.
É o professor responsável pela disciplina de Escrita Dramatúrgica na Escola Superior de Teatro e Cinema.
É dramaturgo residente na Companhia de Teatro Comuna em Lisboa. Sendo consensualmente considerado um dos autores mais importantes na literatura infantil portuguesa, possui uma obra bastante extensa e diversificada, que integra textos de raiz popular e tradicional, mas também poesia e sobretudo contos.
Obras para a infância:
- A Chave do Castelo Azul (Lisboa: Plátano, 1969; 2ªed., 1981);
- A Nuvem e o Caracol (Lisboa: Edições Afrodite, 1971; 4ª ed., Porto: Asa, 1990);
- O Veado Florido (Lisboa: Ed. O Século, 1972; 5ª ed., Porto: Civilização, 1994);
- Pinguim em Fundo Branco (Lisboa: Ed. Afrodite, 1973; 2ª ed., Plátano Ed., 1979);
- O Rato que Rói (Lisboa: Plátano, 1974); O Jardim Zoológico em Casa (Lisboa: Plátano, 1975; 3ª ed., 1980);
- O Manequim e o Rouxinol (Porto: Asa, 1975; 3ª ed., 1987);
- Cadeira que Sabe Música (Lisboa: Plátano, 1976);
- Hoje Há Palhaços (com Maria Alberta Menéres; Lisboa: Plátano, 1977, 2ª ed., 1978);
- Joaninha à Janela (Lisboa: Livros Horizonte, 1977; 2ª ed., 1980);
- Há Coisas Assim (Lisboa: Plátano, 1977);
- O Trono do Rei Escamiro (Lisboa: Plátano, 1977);
- A Escada de Caracol (Lisboa: Plátano, 1978; 2ª ed.,1984);
- História Com Grilo Dentro (Porto: Afrontamento, 1979; 2ª ed., 1984);
- Como se Faz Cor-de-Laranja (Porto: Asa, 1979; 5ª ed., 1993);
- Vasos de Pé Folgado (Lisboa: Caminho, 1979);
- O Tambor-Mor (Lisboa: Livros Horizonte, 1980);
- O Tabuleiro das Surpresas (Lisboa: Plátano, 1981);
- O Pajem Não se Cala (Porto: Civilização, 1981; 2ª ed.,1992);
- O Mercador de Coisa Nenhuma (Porto: Civilização, 1983; 2ª ed., 1994);
- O Livro das Sete Cores (com Maria Alberta Menéres; Lisboa: Momos, 1983);
- Caidé (Porto: Afrontamento, 1983);
- Os Meus Amigos (Porto: Asa, 1983; 3ª ed.,1990);
- História em Ponto de Contar (com Maria Alberta Menéres; Lisboa: Comunicação, 1984; 2ª ed., 1989);
- O Adorável Homem das Neves (Lisboa: Caminho, 1984; 3ª ed.,1995);
- O Elefante Não Entra na Jogada (Porto: Asa, 1985; 3ª ed., 1990);
- O Vizinho de Cima (Lisboa: Livros Horizonte, 1985);
- A Janela do Meu Relógio (Lisboa: Livros Horizonte, 1985);
- O Rei Menino (Lisboa: Livros Horizonte, 1986);
- Dez Dedos de Conversa (Lisboa: O Jornal, 1987);
- Como se Vence um Gigante (Lisboa: Livros Horizonte, 1987);
- Devagar ou a Correr (Lisboa: Livros Horizonte, 1987);
- Zaca-Zaca (teatro; Lisboa: Rolim, 1987);
- Uma História em Quadradinhos (com Maria Alberta Menéres; Porto: Asa, 1989; 2ª ed., 1992);
- Dez Contos de Reis (Lisboa: O Jornal, 1990);
- Da Rua do Contador para a Rua do Ouvidor (Porto: Desabrochar, 1990);
- André Topa-Tudo no País dos Gigantes (Porto: Civilização, 1990);
- Toca e Foge ou a flauta sem Mágica (Lisboa: Caminho, 1992);
- Vamos Contar um Segredo (Porto: Civilização, 1993);
- Conto Contigo (Porto: Civilização, 1994 (Lisboa: Plátano, 1976);
- Teatro às Três Pancadas (teatro; Porto: Civilização, 1995);
- A Donzela Guerreira (teatro; (Porto: Civilização, 1996);
- As Estrelas – quando os Reis Magos eram príncipes (Porto: Civilização, 1996);
- Vassourinha - Entre Abril e Maio (ilustrações de João Abel Manta, Campo das Letras, 2001);
- Ler, Ouvir e Contar (ilustrações de Zé Paulo e Vítor Paiva, Campo das Letras, 2002; 4ª ed. 2006);
- Verdes São os Campos (Campo das Letras, 2002);
- Este Rapaz Vai Longe - Fernando Lopes-Graça quando jovem (ilustrações de Cristina Malaquias, Campo das Letras, 2006);
- Corre, Corre, Cabacinha (ilustrações de Nelson Maia, Campo das Letras, 2007);
- A Casa da Lenha - No centenário do nascimento do compositor Fernando Lopes-Graça (Campo das Letras, 2007).
Algumas obras de Antº Torrado
António Torrado pode ser visto como um dos escritores infanto-juvenis mais dotado da actualidade, com uma bibliografia já vasta, nesta difícil modalidade. O verdadeiro escritor para crianças será sempre aquele capaz de comunicar a sua mensagem humana e artística com a pureza e a claridade que exige o coração e a mentalidade infantil. É um dom. Nasce-se escritor de literarura destinada aos pequenos leitores, como se nasce poeta, pintor, músico.
António Torrado possui esse dom e, uma vez mais, o comprova neste seu recente livro, intitulado 100 histórias bem dispostas, com o sub-título: Pequenas histórias divertidas para todas as ocasiões.
São, de facto, pequenas, pois cada uma delas não ocupa mais do que duas páginas da obra. Mas todas elas cheias de graça e fantasia, onde os animais, o habitual bestiário que a criança adora, é o mais saliente protagonista.
Na capa, António Torrado, tão risonhamente, esclarece:
"São 100 histórias bem-dispostas, muito contentes por estarem juntas, e foram escritas por recomendação do meu médico:
- O Senhor tem de contar, ao mínimo, uma história por dia, entre as refeições. Para se sentir em forma e com boa disposição, não há melhor remédio. Assim tenho feito e sinto-me muito bem. Diz-me, agora, o médico, que ler todas os dias uma história destas também faz muito bem à saúde".
Abençoada receita, digo eu. As ilustrações, de Maria do Carmo Cunha, merecem, também, nota alta.
(adaptado de: http://www.leitura.gulbenkian.pt/index.php?area=rol&task=view&id=29959)
António Torrado possui esse dom e, uma vez mais, o comprova neste seu recente livro, intitulado 100 histórias bem dispostas, com o sub-título: Pequenas histórias divertidas para todas as ocasiões.
São, de facto, pequenas, pois cada uma delas não ocupa mais do que duas páginas da obra. Mas todas elas cheias de graça e fantasia, onde os animais, o habitual bestiário que a criança adora, é o mais saliente protagonista.
Na capa, António Torrado, tão risonhamente, esclarece:
"São 100 histórias bem-dispostas, muito contentes por estarem juntas, e foram escritas por recomendação do meu médico:
- O Senhor tem de contar, ao mínimo, uma história por dia, entre as refeições. Para se sentir em forma e com boa disposição, não há melhor remédio. Assim tenho feito e sinto-me muito bem. Diz-me, agora, o médico, que ler todas os dias uma história destas também faz muito bem à saúde".
Abençoada receita, digo eu. As ilustrações, de Maria do Carmo Cunha, merecem, também, nota alta.
(adaptado de: http://www.leitura.gulbenkian.pt/index.php?area=rol&task=view&id=29959)
António Torrado
Andava aqui nas minhas pesquisas quando descobri uma grande memória da minha infância: António Torrado. Eu adorava as histórias dele e, confesso que ainda me fascinam. Continuo a adorar um bom livro. Aqui ficam algumas narrativas e um pouco da história deste tão grande homem e escritor.
Esta é pequenina, só para começar...
A bola de pingue-pongue:
Esta é pequenina, só para começar...
A bola de pingue-pongue:
Era uma vez uma bola de pingue-pongue.
Um dia, a bola de pingue-pongue disse assim:
- Já chega de andar aos trambolhões de um lado para o outro: encontrão daqui, safanão ali, toma lá, dá cá e volta ao princípio, numa roda viva entres duas senhoras raquetes. Afinal nunca passo da mesma mesa.
Realmente, aquela vida de tão, badalão, e torna e deixa o pingue e pongue e pongue e pingue cansava qualquer um, quanto mais uma bola de pingue-pongue com aspirações a outros voos?
- Ainda se fosse uma bola de futebol - suspirava ela. - Corria o campo de lés a lés e, quando fugisse para dentro das redes, punha tudo a gritar: goooolo! Era mais emocionante. Mas, mesmo assim, deve haver melhor destino.
É que havia mesmo. E a pequenina bola de pingue-pongue queria conhecê-lo. Ser bola de futebol, de basquetebol não lhe bastava. O que ela queria era correr mundo!
E foi. Saltaricou da mesa para o chão, desceu escadas, escorregou por colinas, e foi ter - vejam bem a sorte que ela teve! - e foi ter a um sítio muito especial, que era assim a modos que um centro espacial. Deste centro especial espacial atiravam para os céus bolas e bolinhas, que uma vez lá de cima, a dançar no meio dos astros, lançavam para a terra uns sinais esquisitos - bip! bip! bip! - como se fossem grilos? Mas não eram grilos essas bolas espaciais. Eram satélites dos artificiais.
- Se as outras conseguem, também eu hei-de conseguir - pensou a bola de pingue-pongue.
Ela que sabia dizer "pingue" e "pongue", e "pongue" e "pingue", depressa aprendeu a dizer "bip!" "bip!" "bip!". Não custava nada.
E lá foi pelos ares, viajante do espaço, à roda do mundo, tão redondo como ela.
- Ena tantas bolas! - exclamou a bola de pingue-pongue, quando se viu lá no alto, a rodar entre planetas. - Afinal somos todas da mesma família. Umas maiores, outras mais pequenas, mas redondas todas. Que seria do mundo, se não fossem as bolas?
E, de contente que estava, soltou um "bip! bip!" mais forte, que atravessou o espaço e atarantou as estrelas lá do fundo.
- Tirem-me de ao pé de mim este satélite maluco. Não consigo dormir em paz - gritou a Lua, que é assim uma espécie de bola de pingue-pongue, mas em grande.
Os sábios fizeram a vontade à Lua e mandaram descer a nossa bolinha de pingue-pongue.
- Estou satisfeita - contou a bola, ao regressar à Terra. - Vi o que queria e fiquei consolada de ver tantas bolas irmãs a navegar pelo céu. Agora quero repousar.
Mas onde? Numa gaveta não parecia bem. Era um fim pouco digno para uma bola que correra tantas aventuras. Então um dos sábios, olhando para o calmo jardim do centro espacial, teve uma ideia - ou não fosse ele um sábio?
Equilibrou-a no alto de um repuxo no meio do tanque do jardim.
Depois de ter visto tudo, de ter rolado e saltitado pelo espaço além, a bola descansa, a recordar o que vira. E suspira, satisfeita:
- Está-se bem aqui.
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domingo, 3 de janeiro de 2010
Olá amigos!
Olá amigos!
2009 já se foi e o novo ano começou ainda com poucas horitas de vida! Mas veio cheio de energia e força... ou assim eu o espero.
Este ano vamos continuar a falar (muito) de livros!
Por isso, espero que seja desta que eu receba algumas histórias vossas, porque partilhar é o que faz desta página um blog interessante e não apenas um site... acho eu não é?
Para começar o ano em grande, quero partilhar o livro que estou a ler agora:
"O amante do Vulcão", de Susan Sontag. Não conhecia e quando comecei a ler, pesquisei sobre a autora e descobri isto:Susan Sontag nasceu em 1933, em Nova Iorque, cidade onde morreu, a 28 de Dezembro de 2004 e foi uma das mais importantes e influentes intelectuais norte-americanas da segunda metade do século XX. Foi professora universitária, activista na defesa dos direitos das mulheres e dos direitos humanos em geral, ficcionista e ensaísta.
http://www.sitiodolivro.pt/pt/autor/susan-sontag/3690/
A sua escrita foi presença assídua em publicações como The New Yorker, The New York Review of Books, The New York Times, The Times Literary Supplement, Art in America, Antaeus, Parnassus, The Nation, e Granta, entre outras. Susan Sontag teve um filho, David Rieff, editor dos diários inéditos, com o título Reborn e viveu os últimos tempos da sua vida com a fotógrafa Annie Leibovitz.
http://www.sitiodolivro.pt/pt/autor/susan-sontag/3690/
Que livros pensam ler este ano?
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Sugestões
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Charles Dickens
Nascimento: 7 de Fevereiro de 1812 em Portsmouth (Inglaterra)
Falecimento: 9 de Junho de 1870 em Gadshill Place
Charles John Huffam Dickens, que também adoptou o pseudónimo Boz no início da sua actividade literária, foi o mais popular dos romancistas ingleses da era vitoriana.
Do mesmo autor:
- Oliver Twist
- Hard Times
- A tale of two cities
domingo, 11 de outubro de 2009
As minhas leituras
Apesar de adorar livros infantis - afinal são uma ferramenta do meu trabalho. Faz sentido falar de fábulas, contos infantis, lendas e outras narrativas - e irei continuar a fazê-lo.
De Nicholas Sparks, estou a ler agora "Um Homem com sorte"
De Nicholas Sparks, estou a ler agora "Um Homem com sorte"
Durante a maior parte da sua vida, Logan Thibault foi um homem que em tudo se podia considerar comum. Porém, nada de comum havia naquilo que estava prestes a acontecer-lhe. Quando encontra uma fotografia de uma mulher nas areias do deserto do Iraque, Logan Thibault passa, inexplicavelmente, a ser um homem com a sorte do seu lado, que sobrevive a situações de indescritível perigo. A fotografia começa a ser encarada como um talismã e, de regresso aos EUA, Thibault não consegue deixar de pensar na mulher que lhe salvou a vida. Mas, assim que a encontra, o segredo que transporta consigo poderá custar-lhe tudo aquilo que lhe é querido.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Bons livros!
Este Blogue não se baseia apenas na literatura infantil - embora ela tenha aqui um destaque superior - mas também noutras leituras... as minhas.
Este mês, a minha escolha recaiu sobre:
"Os Pilares da Terra", de Ken Follett.
Nos últimos meses tenho lido vários livros e cada um tem, à sua maneira, sido um degrau que tenho ultrapassado. Sempre gostei de ler, mas aqueles "calhamaços" são os que mais me cativam. É que se tornam um desafio, sabem? Nunca sei quando o vou terminar, se vou ler seguido, ou interromper... mas sei que vou ter toda a atenção ao ler.
Este mês, a minha escolha recaiu sobre:
"Os Pilares da Terra", de Ken Follett.
Nos últimos meses tenho lido vários livros e cada um tem, à sua maneira, sido um degrau que tenho ultrapassado. Sempre gostei de ler, mas aqueles "calhamaços" são os que mais me cativam. É que se tornam um desafio, sabem? Nunca sei quando o vou terminar, se vou ler seguido, ou interromper... mas sei que vou ter toda a atenção ao ler.Um dia talvez releia... ou não. Mas gosto particularmente de ter livros em casa, sabê-los meus. E este é mais um título que acrescentei à minha coleção. E fica desde já a vontade de procurar o segundo volume, para saber a continuação da história. Não conhecia Ken Follett, mas fiquei fã assim que comecei a ler este livro. O verão e os turnos à noite nos bombeiros, permitem-me o luxo de ter tempo para mim e para ler. Pode parecer um pouco controverso, mas é a verdade. E sabe bem, ler noite dentro, ou pela manhã cedinho, antes de regressar ao trabalho. Momentos...
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