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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

007 Casino Royale

Quando comecei a ler o livro, pensei por instantes que não me ia envolver. Nada mais errado. Envolvi-me em casa página, cada linha escrita por Ian Fleming e já acabei a leitura. Fica no ar a estranha sensação que muito mais haveria para continuar a partir dali. E a história de amor, que é interrompida com a constatação que dali nunca virá felicidade e pelo suicídio de Vesper. Aconselho.

E amanhã... vou tentar ir à biblioteca. Vou levar lá o M. pela primeira vez e taçlvez trazer algum livro para mim.

domingo, 20 de novembro de 2011

A ler...

Agora ando a ler "Casino Royale".

Casino Royale é o primeiro livro sobre o agente secreto britânico James Bond, publicado em 1953 e escrito por Ian Fleming. Quando Ian Fleming, fascinado pelo mundo da espionagem e por baccarat, imaginou um personagem que fosse uma versão ideal de si mesmo, que trabalhasse para o Serviço Secreto Britânico e que tivesse sorte nos jogos e com as mulheres, nasceu Bond.
Chegou às telas do cinema como uma paródia de filmes de espionagem em 1967. David Niven fazia o papel de James Bond.
Antes disto, foi feita uma versão para a TV, em 1954, com Barry Nelson representando um James Bond mais americanizado. A versão oficial só saiu em 2006, nos Estados Unidos, tendo sido produzido pela EON Productions. Aqui, o ator Daniel Craig faz sua estreia no papel de 007.

sábado, 5 de novembro de 2011

O retangulo

Imaginem um retangulo. Esse retângulo é o meu país. Nele cabe muita gente. Ou vai caber, quando eu o conseguir organizar e pôr no papel aquilo que me vai na cabeça...

(quando, não sei)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Às voltas com...

...um retângulo!

Já ando a ficar quadrada enquanto vou andando às voltas com um dito retângulo. Não sei como vou descalçar esta bota... mas propús-me fazer e vou fazer. Depois mostro aqui como ficou o resultado final.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Um clássico

Comecei a ler mais um cássico da literatura: "O primeiro amor", de Turgueniev.

O que estou a ler é mesmo daqueles de capa dura, vermelha e dourada, editado pelo Circulo de Leitores. Pertencia à minha mãe e já os tenho comigo à algum tempo, mas nunca os tinha lido. Prefiro livros que possa manusear sem medos de os "partir" - este tenho de ter mil cuidados porque não o posso estragar -mas vou lê-lo na mesma. Até porque já me embrenhei logo nas primeiras páginas!

Agora falta arranjar tempo para me entregar a este pequeno prazer!

domingo, 2 de outubro de 2011

"Os anões" chegam ao fim

E eu não encontrei anões. Serão anões as personagens principais? Se são, onde - porventura passei esse excerto sem lhe dar atenção- isso está descrito? Ou será que pelo título ser esse, subentende-se que esses são anões e que temos de pensar e agir como assim sendo? Perdida pelas divagações e pelas dúvidas, folheei página a página até ao fim do livro. Voltei atrás. Marquei entradas que me agradaram. E acabei de ler, mas sem encontrar o meu fio de meada. Uma relação terminou - ou talvez esteja apenas um impasse; dois amigos zangam-se e dizem tudo o que pensam um ao outro - mas quando se é amigo, as verdades são apenas isso e é bom que sejam ditas, diretamente, sem secretismos. Pois são esses secretismos que minam uma amizade. A amizade não acaba. Um dos amigos adoece, mas nem isso o impede de continur a ser o conquistador nem de manter todas as suas atitudes como até aí.

E este foi o único romance de Harold Pinter. Era uma peça e foi transformado em Romance. Talvez como peça se leia melhor. Assim, é um diálogo feito de muitos diálogos e de pensamentos que vão aparecendo e desaparecendo tal como atores que entram e saem de cena.

Cansada. Fiquei cansada de ler esta última parte do livro. Foi crescendo o ritno enquanto o caminho para a meta ia ficando mais curto. Foi por teimosia - e como hoje aqui estou sem nada para fazer - mas já estou livre para começar a ler outra coisa. Já tinha vontade de começar outro livro, mas não gosto de ter dois livros em aberto. Nem gosto de deixar um livro a meio - às vezes acontece mas não gosto de o fazer - e decidi que este tinha de o terminar este fim-de-semana. Já o fiz.

E quanto à nota que lhe dou... Podia ser mais, mas a verdade é que lê-lo foi uma teimosia e não um prazer - como eu acho que deve ser a leitura, senão não vale a pena - vou dar-lhe um 1. É que, para mim, não valeu a pena terminá-lo.E por hoje ficamos por aqui.


"Os Anões"

Ainda não consegui terminar "Os anões" de Harold Pinter. Não tenho tido tanto tempo como gostaria para ler, mas por outro lado, acho o livro complicado. Ainda não percebi a história e já vou no capítulo 17. Nem sei se o acabe de ler. Por um lado, tenhos outros para começar e este não me está a interessar muito, mas por outro lado, ainda tenho uma réstia de esperança de compreender a história e de perceber o porquê deste ser um autor Nobel. Perceber as personagens era meio caminho andado para compreender a história, mas a aparência simples de cada frase e de cada diálogo, sobre o quotidiano destas quatro vidas que se misturam, fazem-me ter aquela sensação de quando acendemos a televisão e apanhamos um filme a meio: mesmo que vejamos o que resta, faltará sempre alguma coisa, existirá sempre um vazio que não ficará prrenchido enquanto não virmos o filme todo desde o início.

Todo o livro é um diálogo entre quatro personagens: Len, Mark, Pete e Virginia. Conversam curriqueiramente sobre tudo e mais alguma coisa: o tempo, a cor dos móveis,  a religião, os sentimentos, a política. Sem se demorarem em qualquer dos assuntos e sem aprofudarem nenhum dos temas. As interjeições são frequentes e enriquecem os diálogos, mas também me baralham, porque muitas vezes não percebo se um "Hum" é de concordância ou de discórdia. As personagens também são muito dúbias, não as consigo caraterizar, não consigo percebê-las. A mim, parece-me que Virginia é uma mulher da vida. No entanto, a sua paixão é com Pete, seu companheiro.

"- Mas gostas dele, não gostas?
- Se gosto dele? gosto dele pois.
Pete cortou um tomate às rodelas e deitou um pouco de sal na beira do prato.
- Ele sabe escutar - disse Virginia.
- É um reaccionário. é o que ele é. Outro dia tentou convencer-me que a solução para os meus problemas era ir para a cama mais vezes contigo. (...)
- Quer dizer que lhe disseste que não fazemos amor muitas vezes?
- Disse.
- Oh.
- Porquê? Importas-te?" (capitulo três)

Pete divaga longamente sobre temas vãos:

(...) "Sou o mais possível a favor do comportamento natural dos quartos, portas, escadas, tudo. mas não me posso fiar neles.. Quando, por exemplo, olho pela janela de um comboio, à noite, vejo as luzes amarelas, muito nítidas, vejo o que elas são, e vejo que estão paradas. Mas só estão paradas porque eu estou em movimento. (...) Por isso devem estar relativamente imóveis, pela sua própria natureza, uma vez que a própria terra está imóvel, o que, claro, não é verdade (...) Estou sentado num canto. Estou imóvel. Estou, talvez a ser mexido, mas eu não me mexo. E as luzes amarelas também não. O comboio mexe-se é certo, mas que tem um comboio a ver com o caso?" (capítulo 2)

Este é daqueles livros que poderia pôr de parte porque não me interessou minimamente. Mas quero terminar. Por teimosia, mais do que pelo gozo que me possa dar lê-lo. Pois só o terminando o poderei comentar. Alguém já o leu? Que acharam?

domingo, 18 de setembro de 2011

Escrita criativa

Têm espreitado a minha página de escrita criativa? Passem lá e comentem. São apenas excertos que vou reescrevendo ali, sem pretensões de nada. Apenas um treino da mente e da capacidade de escrever. É que o cérebro é um músculo que tem de ser trabalhado de vez em quando. Além de ler - que adoro -  por vezes (menos do que as que devia) pratico a escrita. Uns minutos por dia. Umas frases, pensamentos, devaneios, não importa. Escrevo o que me apetece. Sem pretensões de mais nada. Só escrever. Treinar a escrita.

Experimentem fazê-lo uma ou outra vez. E verão que vos solta bastante a imaginação.

"Uma a uma, soletram os seus nomes. Depois escrevem-nos com um marcador grosso num pedaço de cartão. Dobram-no. Colocam-no sobre a secretária. Por baixo do tampo que se pode levantar, estão os livros. No ano passado, estiveram ali nas mesmas secretárias e algumas até lhes custava chegar com os pés ao chão. As cadeiras velhas deixam nas meias malhas que não serão concertadas."

Da minha autoria.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Por aqui

Regressei ao trabalho e entre isso e o cuidar do bebé, tenho tido pouco tempo para vir aqui postar. E também diminuí bastante o meu ritmo de leitura. Entretanto já estou a ler "Os anões" de Harold Pinter. Depois venho cá falar mais um pouco sobre isso.

sábado, 3 de setembro de 2011

"A Epidemia"

Acabei de ler "A Epidemia" de Robin Cook.

O pânico invade uma clínica da Califórnia onde sete doentes jazem à beira da morte. A descoberta é terrível: trata-se de um surto de Ebola, uma das mais mortíferas doenças que se conhece. A Drª Marissa Blumenthal é chamada para investigar.

Mas algo mais está por detrás do aparecimento destes surtos e Marissa fica sem saber em quem pode confiar.

Robin Cook formou-se na Wesleyan University em Connecticut e daí seguiu para a Faculdade de Medicina e Cirurgia da Columbia University, em Nova Iorque. Depois de receber o seu diploma alistou-se na Marinha e foi aí que, para passar o tempo no serviço de submarino, começou a escrever o seu primeiro romance.

Gostei da forma como Robin Cook escreve - a tradução aqui também tem o seu papel é claro - e se dedica aos pequenos pormenores de uma forma tão sublime, que mesmo sabendo que eles lá estão, não nos deixamos absorver em demasia por eles. Os seus livros têm ritmo e conquistaram-me pela harmonia das palavras, ao mesmo tempo que me fazem absorver sofregamente cada uma das frases até, finalmente, terminar a leitura e ficar a olhar a capa, a desfolhar cada página e a reler cada passagem mais marcante.