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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Algumas obras de Antº Torrado

António Torrado pode ser visto como um dos escritores infanto-juvenis mais dotado da actualidade, com uma bibliografia já vasta, nesta difícil modalidade. O verdadeiro escritor para crianças será sempre aquele capaz de comunicar a sua mensagem humana e artística com a pureza e a claridade que exige o coração e a mentalidade infantil. É um dom. Nasce-se escritor de literarura destinada aos pequenos leitores, como se nasce poeta, pintor, músico.

António Torrado possui esse dom e, uma vez mais, o comprova neste seu recente livro, intitulado 100 histórias bem dispostas, com o sub-título: Pequenas histórias divertidas para todas as ocasiões.

São, de facto, pequenas, pois cada uma delas não ocupa mais do que duas páginas da obra. Mas todas elas cheias de graça e fantasia, onde os animais, o habitual bestiário que a criança adora, é o mais saliente protagonista.

Na capa, António Torrado, tão risonhamente, esclarece:
"São 100 histórias bem-dispostas, muito contentes por estarem juntas, e foram escritas por recomendação do meu médico:
- O Senhor tem de contar, ao mínimo, uma história por dia, entre as refeições. Para se sentir em forma e com boa disposição, não há melhor remédio. Assim tenho feito e sinto-me muito bem. Diz-me, agora, o médico, que ler todas os dias uma história destas também faz muito bem à saúde".

 Abençoada receita, digo eu. As ilustrações, de Maria do Carmo Cunha, merecem, também, nota alta.

(adaptado de: http://www.leitura.gulbenkian.pt/index.php?area=rol&task=view&id=29959)

António Torrado

Andava aqui nas minhas pesquisas quando descobri uma grande memória da minha infância: António Torrado. Eu adorava as histórias dele e, confesso que ainda me fascinam. Continuo a adorar um bom livro. Aqui ficam algumas narrativas e um pouco da história deste tão grande homem e escritor.

Esta é pequenina, só para começar...

A bola de pingue-pongue:

Era uma vez uma bola de pingue-pongue.


Um dia, a bola de pingue-pongue disse assim:

- Já chega de andar aos trambolhões de um lado para o outro: encontrão daqui, safanão ali, toma lá, dá cá e volta ao princípio, numa roda viva entres duas senhoras raquetes. Afinal nunca passo da mesma mesa.

Realmente, aquela vida de tão, badalão, e torna e deixa o pingue e pongue e pongue e pingue cansava qualquer um, quanto mais uma bola de pingue-pongue com aspirações a outros voos?

- Ainda se fosse uma bola de futebol - suspirava ela. - Corria o campo de lés a lés e, quando fugisse para dentro das redes, punha tudo a gritar: goooolo! Era mais emocionante. Mas, mesmo assim, deve haver melhor destino.

É que havia mesmo. E a pequenina bola de pingue-pongue queria conhecê-lo. Ser bola de futebol, de basquetebol não lhe bastava. O que ela queria era correr mundo!

E foi. Saltaricou da mesa para o chão, desceu escadas, escorregou por colinas, e foi ter - vejam bem a sorte que ela teve! - e foi ter a um sítio muito especial, que era assim a modos que um centro espacial. Deste centro especial espacial atiravam para os céus bolas e bolinhas, que uma vez lá de cima, a dançar no meio dos astros, lançavam para a terra uns sinais esquisitos - bip! bip! bip! - como se fossem grilos? Mas não eram grilos essas bolas espaciais. Eram satélites dos artificiais.

- Se as outras conseguem, também eu hei-de conseguir - pensou a bola de pingue-pongue.

Ela que sabia dizer "pingue" e "pongue", e "pongue" e "pingue", depressa aprendeu a dizer "bip!" "bip!" "bip!". Não custava nada.

E lá foi pelos ares, viajante do espaço, à roda do mundo, tão redondo como ela.

- Ena tantas bolas! - exclamou a bola de pingue-pongue, quando se viu lá no alto, a rodar entre planetas. - Afinal somos todas da mesma família. Umas maiores, outras mais pequenas, mas redondas todas. Que seria do mundo, se não fossem as bolas?

E, de contente que estava, soltou um "bip! bip!" mais forte, que atravessou o espaço e atarantou as estrelas lá do fundo.

- Tirem-me de ao pé de mim este satélite maluco. Não consigo dormir em paz - gritou a Lua, que é assim uma espécie de bola de pingue-pongue, mas em grande.

Os sábios fizeram a vontade à Lua e mandaram descer a nossa bolinha de pingue-pongue.

- Estou satisfeita - contou a bola, ao regressar à Terra. - Vi o que queria e fiquei consolada de ver tantas bolas irmãs a navegar pelo céu. Agora quero repousar.

Mas onde? Numa gaveta não parecia bem. Era um fim pouco digno para uma bola que correra tantas aventuras. Então um dos sábios, olhando para o calmo jardim do centro espacial, teve uma ideia - ou não fosse ele um sábio?

Equilibrou-a no alto de um repuxo no meio do tanque do jardim.

Depois de ter visto tudo, de ter rolado e saltitado pelo espaço além, a bola descansa, a recordar o que vira. E suspira, satisfeita:

- Está-se bem aqui.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Um Carnaval ensombrado

O balanço este ano é negativo. Pois é! Mesmo depois de todas as expectativas que criei em relação a esta época do ano, mesmo com as férias que meti para aproveitar tudo ao máximo, nada correu como previsto.

O melhor foi no sábado. Consegui tirar o meu pai e as duas gajitas de casa e irmos até à vila ver o desfile da Tripa Mijona. Estava m dia mgnífico! Só não consegui mascará-las, mesmo tendo oferecido o fato à mais velha! Mas pronto, também não se pode querer tudo.

Depois levei a mais piquinina para passar o resto do dia e a noite comigo e tudo correu melhor do que esperava. À noite fomos os três (eu, ela e o P.) até Sesimbra novamente ver a maluca da minha irmã e do meu cunhado, ela mascarada de cigana e ele de Polícia. Tinham uma sirene do tipo "Gata" num carro transformado, mas o facto é que não lhes valeu muito: a minha irmã a gritar tal como as ciganas, a chamar todos os nomes possíveis e imaginários aos pseudo-polícias de intervenção, abafava completamente a pobre da sirene.

Depois a motorizada em que elas iam montadas, não subia rua nenhuma da vila, devido ao peso que trazia atrás. O giro era vê-las saltar da motorizada para a traseira do carro dos "bófias" para que a motorizada pudesse subir a rua do "espadarte". Atrás, a carrinha da GNR, à espera que as ditas se voltassem a montar na motorizada... lindo!

A gajita dormiu o tempo todo, só acordou já quando íamos a sair de Sesimbra. O que vale é que ela dorme de qualquer maneira e não dá trabalho nenhum... sozinha.

No Domingo, foi ir levá-la a casa do meu pai, com a cara já pintada a antever que se fosse mascarar de princesa - o que nem aconteceu... depois almoçar e, apesar, do muuuuuuuito frio, começar a preparar para o desfile.

Durante o corso, muito frio e alguma chuva, mas lá chegámos ao fim com muita alegria e animação! O problema foi depois. O meu carro tinha sido assaltado! Nem o facto de estar estacionado a 50 m do posto da GNR o salvou, o meu, e mais uns quantos nas redondezas. Felizmente não levaram nada, pensei eu. Os danos eram apenas materiais, uma porta e fechadura estragada.

Só na Terça de manhã, quando fui novamente pôr o fato do desfile no porta bagagens é que dei por falta de um casaco Nomex. Ia-me dando um ataque! Estava lá tudo menos o casaco, o qual só por curiosidade, custa cerca de 400 euros e não é meu. Ainda por cima, na terça, devido à chuva torrencial que caía, não desfilámos. As escolas não se souberam unir, umas tomaram a iniciativa de sair apesar da chuva e, outras, como a minha, ponderámos os danos que íamos ter nos equipamentos de som e resolvemos não arriscar, o que depois nos deixou tristíssimos.

Foi um Carnaval caríssimo e agoirado!

Elsa Filipe

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Carnaval


Convido-vos a visitar Sesimbra entre 13 e 17 de Fevereiro e a vibrarem com o melhor Carnaval do nosso país!

domingo, 17 de janeiro de 2010

Mais livros sobre bebés!

Mamã, como se fazem os bebés? Esta é uma pergunta que muitas vezes surpreendem os meis velhos. E se nos apoiássemos em alguns livros bastante interessantes para ajudar a responder a esta pergunta?

Este é um dos livros recomendados para o Plano Nacional de Leitura, aconselhado para o 2º ano de escolaridade e destinado a leitura orientada na sala de aula - Grau de Dificuldade I.

Quando Eu Nasci, de Isabel Minhós Martins; ilustração de Madalena Matoso Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 24
Editor: Planeta Tangerina ISBN: 9789729941085
Idioma: Português

Quando eu nasci nunca tinha visto nada.
Só um escuro, muito escuro na barriga da minha mãe.
Quando eu nasci nunca tinha visto o sol, nem imã flor, nem uma cara,
Eu não conhecia ninguém, nem ninguém me conhecia a mim. [...]
É quando nascemos que começa a grande aventura!

sábado, 16 de janeiro de 2010

Pelas vítimas da catástrofe

As verdadeiras proporções do violento sismo que abalou, terça-feira, o Haiti ainda são desconhecidas, mas o cenário vivido na capital Port-au-Prince é dramático. Milhares de pessoas morreram, milhares estão feridas e outras tantas estarão debaixo dos escombros.

Jornal Record

Dirigentes do Haiti estimam que o violento terramoto que abalou a capital possa ter causado entre cem mil e 500 mil mortes, número que é apenas um cálculo baseado numa avaliação preliminar. A situação humanitária é de crise profunda.

Jornal Público

René Préval, presidente do Haiti, afirmou, esta quarta-feira, ao jornal Miami Heral, que o sismo de terça-feira terá provocado "milheres de mortos" e que a situação na capital, Port-au-Prínce, é "inimaginável".
Em declarações à CNN, o primeiro-ministro haitiano, Jean-Max Bellerive, admite que o número de mortos ultrapasse os cem mil.
O chefe de estado conta que o prédio do Congresso, hospitais e escolas foram destruídos, bem como o seu palácio presidencial. E relata que muitas pessoas ficaram soterradas em escolas.

Revista Visão

Parabéns Varinha de Condão!

Este é o selo comemorativo dos 50 seguidores do blog Varinha de condão.



A lenda da cegonha


A origem da lenda da cegonha foi na Escandinávia. Essa lenda se iniciou quando as mães tinham seus filhos em casa.

Por esse motivo, das crianças nascerem em casa, às mães falavam para seus outros filhos que a cegonha que trazia os bebês para as casas, e que a cegonha tinha bicado a perna delas, e por isso tinham que ficar de repouso.



As mães contam que a cegonha põe o bebê em uma fralda branca e sai voando, para entregar o bebê para os pais.
A cegonha é um animal calmo e protetor, ela é considerada a mãe das aves doentes ou mais velhas, por isso que ela é considerada o símbolo das mamães.
Elas fazem ninhos para cuidar e proteger seus filhotes, assim como as mães também cuida e protege seus filhos.

In.: www.colegioweb.com.br/.../qual-a-origem-da-lenda-da-cegonha

O nascimento em livros

A criança sente curiosidade acerca de como veio parar a este mundo. Uma barriga a crescer e a ideia que algo se move lá dentro pode ser muito confuso para uma criança pequena. A ideia da cegonha também tem muito que se lhe diga... por isso, aqui ficam algumas ideias para pais e edudadores terem uma grande conversa sobre este tema.

Dirigido a crianças na faixa etária de 7 a 10 anos, Mamãe, como eu nasci? é um excelente instrumento para a educação sexual: seja em casa ou na escola. O livro fala, com beleza e sem tabus, sobre a intimidade de cada criança, da descoberta do corpo e da sexualidade.
Aborda temas como o corpo do homem e da mulher – identificando as diferenças físicas entre meninos e meninas –, masturbação, relação sexual, prazer, fecundação, gravidez, desenvolvimento do bebé, parto e boa imagem corporal são abordados numa linguagem clara – num tom específico para os mais novos.
Com ilustrações que motivam a leitura, Mamãe, como eu nasci? também auxilia pais e professores a iniciarem essa discussão, para que, desde cedo, as crianças tenham uma visão mais saudável da sexualidade.


De onde vem os bebés? é outro livro que aborda de forma directa este tema. Da editora EKO, fala de sexualidade sem grandes artefactos. Um bom livro para ser explorado com calma por pais e filhos, durante a gravidez da mamã.


domingo, 3 de janeiro de 2010

Olá amigos!

Olá amigos!
2009 já se foi e o novo ano começou ainda com poucas horitas de vida! Mas veio cheio de energia e força... ou assim eu o espero.

Este ano vamos continuar a falar (muito) de livros!
Por isso, espero que seja desta que eu receba algumas histórias vossas, porque partilhar é o que faz desta página um blog interessante e não apenas um site... acho eu não é?

Para começar o ano em grande, quero partilhar o livro que estou a ler agora:

"O amante do Vulcão", de Susan Sontag. Não conhecia e quando comecei a ler, pesquisei sobre a autora e descobri isto:

Susan Sontag nasceu em 1933, em Nova Iorque, cidade onde morreu, a 28 de Dezembro de 2004 e foi uma das mais importantes e influentes intelectuais norte-americanas da segunda metade do século XX. Foi professora universitária, activista na defesa dos direitos das mulheres e dos direitos humanos em geral, ficcionista e ensaísta.
A sua escrita foi presença assídua em publicações como The New Yorker, The New York Review of Books, The New York Times, The Times Literary Supplement, Art in America, Antaeus, Parnassus, The Nation, e Granta, entre outras. Susan Sontag teve um filho, David Rieff, editor dos diários inéditos, com o título Reborn e viveu os últimos tempos da sua vida com a fotógrafa Annie Leibovitz.


http://www.sitiodolivro.pt/pt/autor/susan-sontag/3690/

Que livros pensam ler este ano?